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Servidores do Ministério do Trabalho devem parar na manhã desta sexta

Protesto decorre de operação da PF que apurou fraude em contratos firmados pela Pasta com ONGs

Em protesto contra as denúncias de corrupção na gestão do Ministério do Trabalho, os servidores do órgão vão parar as atividades na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) de Porto Alegre na manhã desta sexta-feira. Os servidores dizem repudiar o aparelhamento do ministério em favorecimento a grupos políticos aliados ao governo federal.

Após virem à tona os detalhes da operação da Polícia Federal que investigou desvio de recursos públicos, a maior parte deles administrados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) - o que levou ao pedido de demissão do atual Secretário-Executivo da Pasta, Paulo Roberto Pinto -, o ministro Manoel Dias declarou à imprensa que vai pedir a contratação temporária de funcionários terceirizados para verificar a legalidade dos convênios firmados entre o Ministério e diversas ONGs, que segundo a PF geraram prejuízo de R$ 400 milhões aos cofres públicos.

O sindicato entende que as atividades de controle, supervisão e auditoria de convênios (PlanTec, PlanSeq e PNQ) cabem aos servidores públicos efetivos do Quadro Permanente do MTE, lotados na Secretaria de Políticas Públicas de Emprego.

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