Após assembleia realizada na noite desta quarta-feira, servidores dos Correios do Rio Grande do Sul decidiram entrar em greve, a partir da meia-noite. A ação é parte da mobilização nacional da categoria. O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio Grande do Sul (Sintect-RS), Vitor Rittmann, destacou que a decisão se deu após o fim das negociações com a cúpula dos Correios.
“A direção dos Correios não atendeu as nossas reivindicações e nem chegou perto das nossas propostas. Queremos melhorias no plano de saúde e uma reposição salarial”, salientou Rittmann.
Não há previsão para o término da greve. Durante a tarde desta quinta, uma nova assembleia com os servidores está marcada para o salão da Igreja Pompeia, em Porto Alegre. O Sintect-RS representa cerca de 8 mil servidores no Rio Grande do Sul. Ainda não há informações precisas sobre a adesão de funcionários no interior, onde assembleias regionais seguem ocorrendo.
A greve não atinge, porém, os servidores dos Correios de Santa Maria, Ijuí, Cruz Alta, Santana do Livramento, Alegrete, Uruguaiana, Panambi, Santo Ângelo, São Gabriel, Rosário do Sul e Santa Rosa, representados pelo sindicato de Santa Maria e região.
Por meio da assessoria de imprensa, a direção dos Correios informou que só vai se posicionar após a conclusão das assembleias no Rio Grande do Sul.
O que pedem os trabalhadores (entre outros itens)
- reposição da inflação de 6,40%, aumento real de 8% e reposição das perdas de 11,93%
- contratação de mais servidores e melhores condições de trabalho
- alterações no plano Postal Saúde
- entrega pela manhã
O que a empresa oferece
- reajuste salarial de R$ 200 ou 6,5% (o que for mais vantajoso para cada trabalhador) com uma nova rubrica (GIP – Gratificação de Incentivo à Produtividade) que, segundo o sindicato, não é incorporada ao salário. Sobre ela, não incidem outras vantagens.