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Servidores dos Correios decidem entrar em greve no RS

Carteiros organizam ato conjunto com bancários nesta quarta

Cerca de 500 servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), em assembleia geral, na noite desta terça-feira, em Porto Alegre, acataram a orientação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) e decretaram greve por tempo indeterminado. Os trabalhadores de todo o Estado devem cruzar a partir da meia-noite. A partir das 10h30min desta quarta-feira, ocorrerá um ato conjunto com os bancários.

O comando de negociação exige 43,7% de reajuste, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. Quatro sindicatos dissidentes (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru), que se desfiliaram da federação, pedem 5,2% de reposição, 5% de aumento real e reajuste linear de R$ 100. Também querem a contratação de 30 mil profissionais. Segundo eles, esse é o número de efetivo que falta para os Correios. O salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942.

A direção dos Correios ofereceu 5,2% de reajuste, a ser aplicado aos salários e a benefícios como o vale-alimentação. No total, a pauta de reivindicações possui 89 itens.

Na semana passada, antes da decretação da greve, a empresa decidiu ingressar no Tribunal Superior Eleitoral (TST) pedindo a intermediação na negociação. Na petição, a ECT pede que 80% dos servidores sigam funcionando. Eles também querem o Tribunal declare como abusiva a greve que já ocorre no Pará e em Minas Gerais. A ministra Cristina Peduzzi, vice-presidente do TST, recebeu o processo.

De acordo com a assessoria de imprensa da Fentect, pelo menos 15 sindicatos já decretaram a paralisação. Entre eles encontram-se: Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Pernambuco. Os trabalhadores em Minas Gerais e no Pará já estão em greve desde a semana passada.



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