O comando de negociação exige 43,7% de reajuste, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. Quatro sindicatos dissidentes (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru), que se desfiliaram da federação, pedem 5,2% de reposição, 5% de aumento real e reajuste linear de R$ 100. Também querem a contratação de 30 mil profissionais. Segundo eles, esse é o número de efetivo que falta para os Correios. O salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942.
A direção dos Correios ofereceu 5,2% de reajuste, a ser aplicado aos salários e a benefícios como o vale-alimentação. No total, a pauta de reivindicações possui 89 itens.
Na semana passada, antes da decretação da greve, a empresa decidiu ingressar no Tribunal Superior Eleitoral (TST) pedindo a intermediação na negociação. Na petição, a ECT pede que 80% dos servidores sigam funcionando. Eles também querem o Tribunal declare como abusiva a greve que já ocorre no Pará e em Minas Gerais. A ministra Cristina Peduzzi, vice-presidente do TST, recebeu o processo.
De acordo com a assessoria de imprensa da Fentect, pelo menos 15 sindicatos já decretaram a paralisação. Entre eles encontram-se: Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Pernambuco. Os trabalhadores em Minas Gerais e no Pará já estão em greve desde a semana passada.