A greve dos Correios, deflagrada na manhã desta quinta-feira, pode encerrar mais rápido do que o previsto. Em Porto Alegre, a categoria está reunida em assembleia na Igreja Pompeia, na rua Barros Cassal, para deliberar sobre o movimento e avaliar a continuidade da paralisação. A direção dos Correios entrou com pedido judicial para impedir que os funcionários que aderiram à greve interditem a Central de Operações Postais, no Centro da Capital, para evitar possíveis atrasos nas entregas das correspondências. As agências em Porto Alegre não foram afetadas e a direção da empresa garante já estar preparada para atuar em mutirões em caso de necessidade.
Os Correios possuem aproximadamente 8 mil servidores, dos quais 60% aderiram a paralisação, de acordo com o sindicato da categoria. A unidade regional localizada no Centro do Estado, que corresponde a 11 municípios, aceitou a proposta patronal e não aderiu à greve. Entre as exigências dos servidores, estão a reposição da inflação no valor de 6,04%, aumento real de 8% e reposição de perdas de 11,93%, além da contratação de mais funcionários, melhorias nas condições de trabalho e alterações no plano de saúde. A empresa oferece reajuste de 6,5% ou R$ 200 (de acordo com o que for mais vantajoso para cada trabalhador), com a inclusão de bonificação por produtividade.