Servidores e centrais sindicais realizam protesto a favor da vacina e do lockdown em Porto Alegre

Servidores e centrais sindicais realizam protesto a favor da vacina e do lockdown em Porto Alegre

Ato ocorreu na frente do Palácio Piratini nesta quarta-feira

Cláudio Isaías

Manifestação fez parte do Dia Nacional de Luta convocado pelas centrais sindicais em todo o País

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Vacina para todos, lockdown de 14 dias e o pagamento do auxílio emergencial no valor de R$ 600,00 foram alguns dos temas defendidos nesta quarta-feira pelas centrais sindicais e pelos servidores públicos durante o protesto na frente do Palácio Piratini, no Centro Histórico de Porto Alegre. A manifestação fez parte do Dia Nacional de Luta convocado pelas centrais sindicais em todo o País. 

No protesto, não houve aglomeração e todos os manifestantes estavam de máscara. Antes da chegada na sede do Executivo estadual, na rua Duque de Caxias, o Cpers/Sindicato promoveu uma "carreata com buzinaço" que saiu da sede da 1ª Coordenadoria Regional de Educação, no bairro Menino Deus, e passou por locais como o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, o Ministério Público, o colégio Parobé e o Centro Administrativo do Estado, sede de diversas secretarias de Estado, entre elas a de Educação.

Na Praça da Matriz, os manifestantes carregavam cartazes com mensagens a favor da vacina contra o coronavírus e a favor do lockdown. A gestão do presidente da República, Jair Bolsonaro, foi duramente criticada pelos sindicalistas como foi o caso do protesto feito pelo Sindicato dos Metroviários que colocou as seguintes mensagens nos cartazes: "Metroviários em luto pedem Fora Bolsonaro", "A gripezinha do Bolsonaro já matou 300 mil pessoas" e "Fora Bolsonaro Genocida". 

Preocupação pela vida 

A presidente do Cpers, Helenir Aguiar, disse que a preocupação pela vida está sendo feita mais pelos sindicatos e pela sociedade do que pelos governantes, principalmente o presidente da República. "Estamos em um ato pela defesa da educação e da vida. Os docentes e os funcionários da escola reivindicam prioridade na vacinação e lockdown para conter a pandemia da Covid-19", ressaltou.

Segundo ela, o sindicato defende ainda a compra de cestas básicas para famílias de estudantes das escolas públicas e o pagamento do auxílio emergencial no valor de R$ 600,00 para quem precisa. "Estamos há mais de seis anos sem reajuste salarial e as perdas salariais dos professores chegam a 40%", ressaltou.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/RS), Amarildo Cenci, disse que diante da pandemia, a entidade decidiu lançar uma campanha em defesa da vida, dos direitos e da democracia. A ideia é definir um conjunto de medidas para proteger os empregos, os direitos, a saúde e a vida dos trabalhadores.

“Estamos ficando em casa, conforme as recomendações dos especialistas para evitar a disseminação do coronavírus, mas continuamos fazendo a luta da classe trabalhadora com as federações e os sindicatos”, afirmou. 

Foto: Guilherme Almeida 

Conforme Cenci, existe uma falta de política para o combate ao coronavírus por parte do governo federal. "Existe uma política do governo Bolsonaro que não defende a vida e que atrasa toda a vacinação contra a Covid-19. Esse descaso da União vai refletir gravemente na economia", ressaltou.

O presidente da CUT/RS defendeu a aplicação imediata da vacina e que o governo federal complemente a renda do auxílio emergencial no valor de R$ 600,00. O coordenador do Sindjus, Fabiano Zalazar, disse que o protesto foi contra o verdadeiro descaso promovido pelo governo federal com a sociedade brasileira. "Estamos protestando também contra a reforma administrativa que visa destruir os serviços públicos e também contra a questão que envolve a pandemia com a ausência de vacinas", acrescentou. 


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