A caminhada chegou a causar congestionamento e a prejudicar o trânsito nas ruas do Centro, conforme a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Os manifestantes passaram pela rua Paulo Gama, Túnel da Conceição e avenida Mauá.
Cerca de 50 pessoas dormiram na reitoria da universidade, invadida na terça-feira. A categoria está em greve há mais de 80 dias e não tem previsão para retomar as atividades integralmente.
A coordenadora-geral da Associação dos Servidores da Ufrgs (Assufrgs), Bernadete Menezes, disse que a principal reivindicação da categoria, dentro da pauta conjunta nacional, é a elevação do piso para três salários mínimos. Atualmente, o piso corresponde a R$ 1.034. Com os salários defasados, ela lembrou ainda que a categoria sofre com a rotatividade dos funcionários. Ressaltou também que 70% do quadro é integrado por profissionais com formação de nível superior, mestrado ou doutorado. “Ao invés de negociar com a categoria, o governo prefere conceder benefícios fiscais. As universidades são o coração da tecnologia do País. Não podem parar”, assinalou Bernardete.
Na terça-feira, a categoria obteve uma importante conquista. Por pressão da bancada federal, o Ministério do Planejamento prometeu avaliar a situação da categoria e apresentar uma posicionamento ainda nesta semana. No País, a greve afeta 52 universidades federais, sendo que algumas ainda não iniciaram o segundo semestre letivo função da paralisação.

Servidora se passou pela presidente Dilma Rousseff em ato de protesto | Foto: Pedro Revillion