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Servidores estaduais fazem "barulhaço" simultâneo

Manifestação ocorre a partir do meio-dia

Manifestação ocorre a partir do meio-dia em Porto Alegre
Manifestação ocorre a partir do meio-dia em Porto Alegre Foto : Álvaro Grohmann / Especial / CP
Servidores públicos em greve, concentrados nesta manhã em diversas regiões de Porto Alegre e do interior do Estado, anunciam um “barulhaço” simultâneo ao meio-dia desta quarta-feira, terceiro dia da paralisação geral contra o parcelamento dos salários e cortes de gastos pelo governo.

O objetivo é fazer barulho por oito minutos, que representam os oito meses do ano em que o governador teria incentivado a situação caótica sem tomar providências para buscar mais recursos, segundo os trabalhadores. O maior local de concentração será a Praça da Matriz, sendo que há previsão de que alguns grupos façam caminhadas pela Capital até chegar à frente da sede do Executivo. Até amanhã, o movimento unificado dos servidores pretende dar uma orientação oficial sobre a possível continuidade da greve.

O presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos do RS (Fessergs), Sérgio Arnoud, alerta que há possibilidade de manter as atividades suspensas por mais uma semana, até o dia previsto para pagamento da segunda parcela dos salários, marcado para 11 de setembro. ”Na Matriz, assim como em várias repartições no Estado, todo o tipo de adesão é importante e vai ser combinada em quartéis, Centro Administrativo e outros setores públicos. Ainda hoje, estamos mantendo contato com as categorias para discutir a possível continuidade da paralisação. Algumas defendem que permaneça até esta sexta, outras que a gente prolongue até a outra sexta”, afirma.

Sobre o corte do ponto ameaçado pelo governo do Estado desde o mês passado, Arnoud diz que não houve confirmação de descontos e que não acredita nesse tipo de retaliação, diante do cenário de parcelamento. “Pagamento da forma parcelada, o governo fica sem autoridade moral para efetuar qualquer tipo de corte no pagamento dos servidores, que já estão tendo remunerações diminuídas pelo pagamento de juros e multas”, declara.

O presidente da Fessergs afirmou que não há indicação de que nenhuma das 44 categorias do movimento unificado tenha ligação com a ameaça de bomba no viaduto da Silva Só, nesta manhã. A federação repudia esse tipo de protesto e reafirma que defende manifestações pacíficas.