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Servidores estaduais se encontram no Centro para assembleia conjunta

Diversas categorias já aprovaram paralisação de três dias

Professores fizeram caminhada do Gigantinho até o Centro no final da manhã
Professores fizeram caminhada do Gigantinho até o Centro no final da manhã Foto : Bruna Cabrera / Especial / CP
Os servidores estaduais de diversas categorias se reúnem no Largo Glênio Peres no começo da tarde desta terça-feira para a realização de uma assembleia conjunta em razão do parcelamento de salários feito pelo governo do Estado.

Pela manhã, quatro categorias decidiram realizar paralisações nos próximos três dias. Só retornarão ao trabalho na próxima segunda-feira os trabalhadores ligados ao Cpers/Sindicato, dos Técnicos-Científicos (Sintergs) do Rio Grande do Sul e a Associação dos Fiscais Agropecuários (Afagro).

A decisão de greve por parte dos professores ocorreu em assembleia com mais 10 mil pessoas no Gigantinho pela manhã. Depois, os professores seguiram em caminhada até o Largo Glênio Peres, o que provocou transtornos no trânsito e atrasos de ônibus na região Central da Capital no final da manhã. A presidente do Cpers, Helenir Aguiar, disse que se o governo estadual não pagar os salários de agosto na integralidade e não retirar os projetos de lei que "atacam" os servidores públicos da Assembleia Legislativa, o magistério gaúcho retomará a greve nos dias 31 de agosto e 1º, 2 e 3 de setembro.

Os fiscais agropecuários anunciaram ainda que pretendem paralisar na Expointer. A 38ª edição do evento vai ocorrer entre 29 de agosto e 6 de setembro. Durante a feira, mais de 500 eventos e atrações estão previstas para ocorrer no Parque Assis Brasil. Em números, serão 160 raças de mais de 4,7 mil animais inscritos.

Agentes da Polícia Civil e da Susepe também se integram à mobilização de servidores públicos do Rio Grande do Sul. Em razão disso, os plantões de Delegacias de Polícia de Pronto Atendimento só atendem flagrantes e casos de maior gravidade como homicídio, estupro, ocorrências envolvendo crianças e adolescentes e lei Maria da Penha. Até as 18h, não ocorrerão cumprimentos de mandados de busca e apreensão, prisão, operações policiais, serviço cartorário, entrega de intimações, oitivas, remessa de inquéritos ao poder Judiciário e demais procedimentos de polícia judiciária.