Os servidores da Advocacia-Geral da União (AGU), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Receita Federal e da Gerência de Patrimônio da União retornam ao trabalho na segunda-feira. Eles paralisaram as atividades por 48 horas, a partir de ontem, para reivindicar melhores salários e qualificação das condições de trabalho.
"As mobilizações servem para pressionar o governo a retomar as negociações envolvendo planos de carreira, tabelas remuneratórias, elevação de valores do auxílio-alimentação e contrapartida nos planos de assistência à saúde", disse o diretor do Sindicato dos Servidores Federais do Rio Grande do Sul (Sindserf/RS), Luiz Felipe Persson.
No dia 22 de outubro, os funcionários das quatro repartições participam da Marcha Nacional dos Servidores Federais, em Brasília, com indicativo de deflagração de greve por tempo indeterminado a partir de 10 de novembro.
O sindicalista afirmou que o Sindserf/RS também defende a paridade entre ativos, aposentados e pensionistas e o estabelecimento de uma data-base para o funcionalismo. Persson argumentou que os servidores desejam que os acordos formalizados em 2008 sejam incluídos no projeto da Lei Orçamentária Anual encaminhado pelo Executivo ao Congresso Nacional em agosto.
"Temos expectativas de retomada das negociações ainda neste mês, pela manutenção da qualidade no serviço público", frisou. Em Porto Alegre, a paralisação atingiu entre 60% e 80% dos servidores da Advocacia-Geral da União, do Incra, da Receita Federal e da Gerência de Patrimônio da União.
De acordo com levantamento da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), em outros estados brasileiros a mobilização também afeta as atividades na Conab, no Ibama, no Dnit e nos ministérios da Agricultura, Fazenda, Trabalho e Emprego, Cultura, Saúde e Ciência e Tecnologia.
Servidores federais voltam ao trabalho segunda-feira
Trabalhadores do Incra, AGU, Receita Federal e Gerência de Patrimônio da União pararam atividades por 48 horas