A manifestação deixou aproximadamente mil trabalhadores do lado de fora da universidade. Além disso, os alunos foram surpreendidos pela paralisação dos funcionários e ficaram sem aula. Também não funcionaram as agências bancárias localizadas no prédio da Reitoria.
A Associação dos Servidores da Universidade Federal do Rio Grande Sul (Assurfgs), que representa 4,8 mil sindicalizados da ativa, pensionistas e aposentados, pede vencimentos de, pelo menos, três salários mínimos. Atualmente, o mínimo da categoria é de R$ 1.034. “A Ufrgs é uma das melhores universidades do País, porque a maior parte dos técnicos têm graduação, mestrado, ou pós-graduação”, ressaltou uma das coordenadoras da Assufrgs, Bernardete Menezes.
Segundo ela, em 20 anos, a classe só conseguiu aumento após a realização de greves. Entre as reivindicações também estão o aumento do vale refeição, que hoje é de R$ 300. “Queremos, no mínimo, o dobro disso”, ressaltou Bernardete. Além disso, os servidores pedem o reposicionamento dos aposentados, os quais teriam sido prejudicados na mudança de carreira.
Outra questão na pauta é a paridade nas eleições da Ufrgs. Os trabalhadores sugerem uma divisão igual no peso dos votos de professores, técnicos e alunos na escolha do reitor da instituição. Uma assembleia está prevista para ocorrer nesta quinta, às 14h, na Faculdade de Ciências Econômicas, na Capital. Caso as negociações não avancem com o Ministério do Planejamento, os servidores devem parar no dia 11 de junho em todo o País.