Os servidores de São Leopoldo mantiveram a greve por tempo indeterminado após encontro com representantes da Prefeitura, na tarde desta terça-feira. Dos mil professores da rede municipal de ensino, mais de 600 seguem em greve há 42 dias. A paralisação foi mantida depois que o Executivo apresentou a mesma sugestão que já havia sido negada – reajuste da inflação de 8,42% dividido em quatro parcelas, até 2019.
Para a presidente do Sindicato dos Professores Municipais de São Leopoldo (Ceprol-SL) Andréia Nunes, a intransigência da Prefeitura foi reforçada pela ausência do prefeito e do vice na reunião com os professores. O ofício foi entregue aos trabalhadores pelos titulares da pasta da Educação e Administração. Com a negativa, Andréia adiantou que novas ações serão realizadas nesta quarta-feira com o objetivo de ampliar adesão do movimento grevista.
Na semana passada, o prédio da Prefeitura de São Leopoldo chegou a ser ocupado por um grupo de servidores. Durante a ação, houve confronto com a Brigada Militar. A sede do Executivo foi liberada no início da tarde de sexta. Apesar de repor a inflação em quatro parcelas em 2015, a Prefeitura se comprometeu, a partir do ano que vem, a corrigir a inflação dentro do mesmo ano.
Servidores mantêm greve após reunião sem prefeito em São Leopoldo
Executivo apresentou mesmo reajuste que havia sido negado