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Servidores no Hospital Porto Alegre encerram paralisação, mas mantêm estado de greve

Funcionários reavaliarão rumos do movimento em assembleia dia 8 de junho

Servidores no Hospital Porto Alegre encerram paralisação, mas mantêm estado de greve
Servidores no Hospital Porto Alegre encerram paralisação, mas mantêm estado de greve Foto : Alina Souza
Os trabalhadores do Hospital Porto Alegre (HPA) encerraram a paralisação e permanecem em estado de greve. A decisão ocorreu na manhã desta quinta-feira em uma assembleia geral realizada em frente à instituição, no bairro Azenha. Ficou acordado que o movimento voltará a ser debatido no início da tarde do dia 8 de junho, um dia após a data de pagamento dos salários. Durante os três dias de greve, as cirurgias eletivas foram canceladas e os casos de urgência seguiram sendo atendidos.

Durante o encontro, os funcionários esclareceram dúvidas jurídicas com representantes do Sindisaúde/RS, entidade representativa do setor. “Se não houver pagamento dos salários é possível que o grupo opte pela paralisação dos serviços”, explicou o presidente do sindicato, Arlindo Ritter. De acordo com ele, médicos não recebem salário há seis meses e os demais funcionários estão sendo pagos de forma parcelada. Dos 132 leitos, apenas 32 estariam ocupados, o que preocupa os funcionários pela falta de renda.

Cerca de 4 mil pessoas pagam mensalmente como sócios para ter o atendimento de saúde, como um plano de saúde. Esse é o caso de Rosa Maria da Silva Tavares, de 71 anos. Ela aderiu à instituição aos 20 anos e agora teme o fechamento do hospital. “Pago por mês R$ 485,00. Me associei pensando na velhice quando ainda era jovem, mas agora estou sem apoio”, relata. A falta de transparência nas contas da instituição foi um dos fatores mais destacados durante a assembleia. “Vamos ao Tribunal de Contas (TCE) pedir uma auditoria. Por mais que seja um hospital particular, recebeu por muito tempo recursos públicos. Não queremos que feche o hospital ou que mais leitos sejam desativados na Capital”, disse Ritter. Os funcionários pretendem buscar apoio dos sócios para fortalecer o movimento. A direção do hospital não se manifestou sobre o assunto.