O prédio pegou fogo em 27 de março e os trabalhadores temem que tenha ocorrido problema na estrutura e que o local seja atingido por um novo incêndio. O presidente em exercício da Associação dos Servidores da Fepam (AsFepam), Estevão Segalla, afirmou que o local ficou interditado desde o dia do acidente, que ainda não foi esclarecido, até a última segunda-feira.
Somente os servidores da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), que ocupavam os dois pavimentos que pegaram fogo (1º e 2º andares), não retornaram ao prédio. “Não sabemos se houve algum dano na estrutura por conta do sinistro e as pessoas têm medo de ficar no local”, afirmou.
O secretário estadual do Meio Ambiente (Sema), Hélio Corbelini, disse que é legítimo que os trabalhadores se preocupem. Porém, ele garantiu que não houve problemas estruturais no prédio. A Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec) emitiu um laudo e a empresa de manutenção dos elevadores também. “Esse documento que comprava que não houve alteração na estrutura foi distribuído aos servidores”, ressaltou. Ele admitiu que não há Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio. “Assim como outros prédios, esse não tem. Estamos em um processo de contratação desde novembro e essa é uma preocupação da Secretaria de Administração”, explicou.
De acordo com Corbelini, em até seis meses, a secretaria deve alugar outro espaço para a transferência dos funcionários. A mudança já era planejada antes do incêndio. “Temos um plano de construir um prédio autosustentável”, disse. A reforma das salas atingidas pelo fogo deve ocorrer em um prazo de até 90 dias.