O diretor do Simers, Jorge Eltz de Souza, informou que os trabalhadores relataram que o fato ocorre há uma semana, desde o retorno do Carnaval, no dia 5 de março. Os trabalhadores reclamam também que o alarme, ligado direto na Guarda Municipal, não funciona. A unidade fica aberta das 7h às 22h.
Os servidores também denunciaram a demora para conseguir consulta com especialistas. Somente na UBS Rubem Berta, segundo o sindicato, 130 usuários esperam há mais de três anos por uma consulta com um psiquiatra. Na fila da neurologia, estão 100 pessoas. A demora por um proctologista é de quase dois anos. Na visita ao posto de saúde do Rubem Berta, a direção do sindicato foi impedida de entrar na unidade de saúde para conversar com os funcionários sobre os problemas da unidade.
Conforme Souza, outros postos da rede municipal de saúde também enfrentam o mesmo problema. O porteiro da UBS Macedônia, no bairro Restinga, foi agredido por um usuário, devido à falta de medicamento e teve o nariz quebrado. Segundo o diretor do sindicato, as agressões verbais também aumentaram muito nos últimos três meses, agravada pela falta de medicamentos básicos na farmácia, como Sinvastatina (colesterol), Paracetamol (febre e dor), Omeprazol (úlcera e gastrite) e remédios para hipertensão e diabete.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informa, através de nota oficial, que a UBS Rubem Berta, assim como outras unidades de saúde, passa por ajustes administrativos circunstanciais. Os porteiros atuam, momentaneamente, tanto na recepção dos usuários, quanto na observação da movimentação na área de entrada das unidades. São dois porteiros, que atuam das 7h às 15h e das 15h às 22h.