Além da reposição, a classe pede que os servidores passem a receber, de forma imediata, 100% de adicional de dedicação exclusiva. “Atualmente, se recebe 20% ao ano”, explicou Ávila. Aliado a isso, os trabalhadores também reivindicaram a incorporação aos vencimentos da integralidade do abono.
A presidente do Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente no Estado do Rio Grande do Sul (Sindissama), Márcia Elisa Trindade, afirmou que os servidores da área estão chegando ao limite. “O salário de nível médio é muito baixo, R$ 592,40. Os trabalhadores não podem viver somente com esse valor”, avaliou. Para apoiar a categoria, integrantes da Federação Sindical dos Servidores Públicos (Fessergs) também participaram do ato. O secretário-geral da entidade, Flávio Berneira, afirmou que o salário para a atividade é baixo e, por conta disso, o setor público tem perdido muitos médicos. Atualmente o salário de nível superior é de R$ 2.724.
O secretário executivo do Comitê de Diálogo Permanente (Codipe), Ramiro Passos, que negocia com a categoria, disse que a manifestação dos servidores é legítima. “Diante dessa contrariedade, estamos construindo uma alternativa de proposta para levar às entidades”, observou. O novo índice deve ser apresentada, em reunião, no próximo dia 3.
Com cartazes, apitos e panfletos, trabalhadores protestaram no Centro da Capital | Foto: Vinícius Roratto