Subiu para sete o número de municípios em situação de emergência. Depois de Ibirubá, Horizontina, Santo Cristo, Campina das Missões, Tupanciretã, Três Passos e Vila Nova do Sul se integraram à lista. Balanço divulgado pela Defesa Civil no início da noite desta segunda-feira contabiliza mais de 103 mil pessoas afetadas pelas chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o fim de semana.
Pelos números da Defesa Civil, 1.810 pessoas estão desalojadas. Outras 264 ficaram desabrigadas. Apesar de ter 103.465 pessoas afetadas, a Defesa Civil estima em mais de 500 mil atingidos. Até agora, não há registro de feridos ou vítimas fatais.
Três Passos e Horizontiva tiveram 18 mil pessoas atingidas em cada cidade.
Em Horizontina, a tempestade destelhou casas, derrubou postes de energia elétrica e árvores na zona urbana e rural da cidade. Centenas de residências foram atingidas, mas ninguém ficou ferido e também não há desabrigados. A população atingida está se acomodando em casas de vizinhos e familiares. O Corpo de Bombeiros e população de municípios próximos ajudam na reconstrução e limpeza das ruas. Os bairros mais atingidos foram o centro, Bela União, Operário, Colato e Industrial.
Além de residências, prédios públicos e comerciais também foram atingidos. Uma marcenaria, na área industrial, entrada da cidade foi totalmente destruída. Parte da estrutura da fábrica de colheitadeiras da John Deere foi danificada. O telhado do prédio da Escola Municipal Monteiro Lobato e a grade de ferro que cerca a escola chegaram a ser arrancados. As aulas de todas as escolas do município estão canceladas e não há previsão para retorno.
O Ginásio de Esportes do Bairro Bela União e pavilhões do Parque de Eventos do município tiveram a estrutura danificada.
No interior, lavouras de soja e estufas onde eram produzidos hortigranjeiros foram destruídas pela força do vento.
Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul, também foi uma das cidades mais prejudicadas, onde a chuva da madrugada afetou 18 mil pessoas. O quartel do 7º Batalhão da Brigada Militar foi destelhado, assim como cerca de outras 50 residências.
Em Ijuí, uma das áreas mais afetadas foi a central. Na Praça da República, árvores e galhos quebraram devido aos fortes ventos, que tiveram duração de mais de meia hora. O Corpo de Bombeiros recebeu sete chamados de destelhamentos, mobilizando equipes no trabalho de colocação de lonas. Na BR-285, três árvores caíram sobre a pista durante a madrugada, mas a rodovia ficou apenas parcialmente obstruída.
Tupanciretã cidade é a com maior número de desabrigados: 150. Quatro assentamentos ficaram danificados, mas Nossa Senhora de Fátima e Nova Aliança foram os mais afetados.
Balanço da Defesa Civil
Cidades em situação de emergência: Ibirubá, Horizontina, Santo Cristo, Campina das Missões, Tupanciretã, Três Passos e Vila Nova do Sul.
Pessoas afetadas: 103.465
Pessoas desalojadas: 1.810
Pessoas desabrigadas: 264
Residências danificas: 2.100
Rio Grande do Sul ainda tem pontos sem energia elétrica
No final da noite de segunda-feira, o número de clientes sem energia estava indefinido. As assessorias de AES Sul e RGE não atenderam a reportagem do Correio do Povo. Na área da CEEE, o número havia caído para apenas 500 clientes sem luz. A CEEE fornecerá dados atualizados apenas na manhã de terça-feira.
Previsão do tempo
A instabilidade deve persistir no Rio Grande do Sul até a quinta-feira, segundo a MetSul Meteorologia. Há risco de chuva forte, como a que caiu nesta madrugada. Áreas de instabilidade se formarão, nas próximas horas, sobre o Paraguai e o Norte da Argentina, o que deve provocar elevados volumes de chuva em alguns pontos do Noroeste gaúcho.
Terça e quarta-feira, o tempo deve seguir instável com muitas nuvens e períodos de chuva forte em alguns pontos da metade Norte do Estado. Já na metade Sul, o sol deve aparecer com nuvens e podem ocorrer, porém, períodos de maior nebulosidade.
Sete cidades estão em situação de emergência
Pelo menos 1,8 mil pessoas ficaram desalojadas com as chuvas no RS