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Setor hoteleiro da região das Hortênsias festeja abertura do comércio no feriado

Ocupação dos leitos é de 95% nesta quinta-feira

O Sindicato dos Hotéis Restaurantes, Bares e Similares da Região das Hortênsias comemorou o acordo entre patrões e empregados que permitiu a abertura das lojas de Gramado, Canela, Picada Café, São Francisco de Paula, Cambará do Sul, Nova Petrópolis e Jaquirana. De acordo com o vice-presidente da representação, Júlio Cardoso, o feriado de Corpus Christi está se configurando a segunda melhor data de 2010, com 95% de ocupação dos leitos, perdendo apenas para a Páscoa.

O acordo, que ocorreu com a supervisão de um auditor fiscal do Ministério do Trabalho, permitiu aos lojistas abrirem as portas no feriado. A categoria não estava autorizada a atender durante a manhã. A autorização vale apenas para esta quinta-feira. Os próximos feriados serão tratados nas negociações coletivas, que também discutirão o salário dos trabalhadores.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Região das Hortênsias (Sindilojas), Guido Thiele, o acordo coletivo que regulava abertura em feriados expirou no dia 31 de maio. Ele explicou que o presidente eleito da representação dos trabalhadores ainda não tomou posse, o que impedia a realização de um novo acordo. Thiele avaliou que a autorização também beneficia os funcionários do comércio, que ganham dobrado no feriado trabalhado.

Na opinião de Cardoso, em uma região turística, o comércio não pode ficar fechado justamente nas datas mais atrativas. "Nossa região é diferenciada. É uma região turística. Tem que estar aberto o comércio, juntamente com hotéis e restaurantes", disse. Cardoso explicou que a convenção coletiva de trabalho reguladora da relação entre empregados e empregadores do ramo hoteleiro entende o domingo como um dia útil comum. Ele disse que a folga dominical do trabalhador pode ser aproveitada em um dia útil.

O Festival Internacional do Couro e Calçado, que começou ontem e termina amanhã, é um dos atrativos que ocorrem em Gramado e obrigou clientes tradicionais do município a buscarem cidades vizinhas, lotando as redes de hotéis da região.