Sidney inicia manifestações contra aquecimento global

Sidney inicia manifestações contra aquecimento global

Desde o começo de outubro, seis pessoas morreram e mais de 1,5 milhão de hectares de vegetação acabaram destruídos

AFP

Centenas de pessoas aderiram ao movimento, a maioria jovem

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Em meio aos incêndios que afetam a Costa Leste da Austrália, manifestantes lançaram nesta sexta-feira, em Sidney, uma nova série de protestos mundiais contra o aquecimento global. Centenas de pessoas, incluindo estudantes, atenderam ao apelo da jovem ativista sueca Greta Thunberg e se concentraram diante da sede do Partido Conservador, no poder, acusado de minimizar a importância da ameaça da mudança climática.

Os manifestantes exibiram cartazes com frases como "Você queima nosso futuro" e "Nos levantaremos". O protesto adquire um caráter particular em um país afetado por centenas de incêndios florestais nos estados de Nova Gales do Sul (sudeste) e Queensland (nordeste).

Desde o início de outubro, seis pessoas morreram, centenas de casas foram destruídas e mais de 1,5 milhão de hectares de vegetação acabaram destruídos. O premier Scott Morrison, alvo dos manifestantes, nega a existência de um vínculo entre os incêndios e o aquecimento global.

O atual governo é um firme defensor da indústria de mineração australiana. Austrália, com 25 milhões de habitantes, reduziu suas emissões de gases do efeito estufa além dos países mais contaminantes do mundo, mas permanece como um dos maiores exportadores de carvão do planeta. Nesta sexta-feira estão previstas mais manifestações, em outras cidades da Austrália e no restante do mundo.


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