O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Paulo de Argollo Mendes, e o vereador e médico Humberto Goulart realizaram uma vistoria na emergência psiquiátrica do Postão da Cruzeiro, nesta sexta-feira. Eles constaram que há 26 pacientes em observação, para uma capacidade de 14 leitos. Doze pacientes estão dormindo em cadeiras ou em colchões no chão. A situação é recorrente, conforme o vereador.
Durante a inspeção, não foram encontradas pessoas dormindo no chão, mas cobertores e placas afixadas às paredes dos corredores sugerem que pessoas podem estar dormindo fora de leitos regulares. O Simers garante que vai contatar o prefeito José Fortunati solicitando a abertura imediata de mais vagas na rede. O presidente do Sindicato, Paulo de Argollo Mendes, adverte que a situação fere o direitos humanos dos pacientes.
“Já é grave para um paciente em situação ‘normal’. Para um viciado em crack, como é a maior parte dos casos de internações psiquiátricas, a situação complica ainda mais a recuperação do indivíduo”, avaliou. Em paralelo, o Hospital Parque Belém soma 20 leitos psiquiátricos fechados, desde o ano passado, em função da crise da instituição.
Em nota, a Secretaria da Saúde informou que o pronto atendimento registrou hoje excesso de pacientes, com seis pessoas a mais do que a capacidade de atendimento. A direção da unidade transferiu os pacientes excedentes a outras instituições da rede pública da Capital.
Simers aponta superlotação na ala psiquiátrica do Postão da Cruzeiro
Sindicato Médico encontrou 12 pacientes dormindo em cadeiras ou colchões no chão