A partir de uma visita realizada no Centro Médico de Especialidades Capilé, em São Leopoldo, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) denuncia para a falta de condições de trabalho, segurança e salas de atendimentos subutilizadas no local. A entidade médica também afirma ter constatado um baixo número de profissionais para atender a demanda, causando transtornos aos pacientes e médicos. Situado na região central da cidade, o Centro Médico conta com uma estrutura ampla, em um prédio de cinco andares, com diversos consultórios.
Conforme o Simers, os médicos atendem, em média, 30 pacientes em jornada de 20 horas semanais, em sua maioria, e por conta disso, pacientes ficam até cinco meses esperando por consultas. Segundo o sindicato, os espaços também não contam com uma direção técnica, bem como informatização e segurança, tendo em vista que a entrada do Centro Médico conta somente com um vigia na portaria, mas apenas para proteger o patrimônio.
Resposta da secretaria
Em resposta as alegações, a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de São Leopoldo disse que o tom de denúncia assumido pelo Simers causa estranheza, já que o sindicato praticamente ignorou a situação de calamidade na área de Saúde pública no município entre os anos de 2013 e 2016. Conforme a nota, assinada pelo secretário de Saúde, Marcel Frison, não é verdade que falte condições de trabalho no local, já que o ambiente não é insalubre e se hoje há salas subutilizadas isso se deve à expressiva diminuição promovida por parte do atual governo na lotação de CCs naquele local.
Frison ainda afirma que na gestão anterior, um paciente poderia ficar até cinco meses na espera por uma consulta para traumato/ortopedia ma desde a primeira semana deste ano, constatada a situação, a Prefeitura organizou a agenda para que o tempo de espera não ultrapasse 60 dias, tendo em vista que um dos motivos que levava ao grande atraso, era o não pagamento, pela gestão anterior, da empresa terceirizada que presta o serviço de raio X – e que não recebia desde agosto de 2016.
“O atual governo quitou a dívida de R$ 136 mil (relativos apenas ao Centro Médico Capilé) a fim de garantir a melhor cobertura possível à população resultando na diminuição do tempo de espera na fila. É absolutamente fantasiosa a afirmação do Simers de que o Centro Médico Capilé 'não conta com informatização e segurança, pois há computadores em funcionamento e disponíveis a qualquer profissional que desejar utilizá-los”, diz a nota.
A Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de São Leopoldo ainda afirma que aguarda a notificação oficial anunciada pelo Simers sobre as demandas envolvendo o Centro Médico.
Simers denuncia más condições de trabalho em centro médico de São Leopoldo
Secretaria municipal afirmou que sindicato ignorou situação de calamidade na área saúde