Geral

Simers denuncia superlotação no HPS

Pela falta de leitos, pacientes da UTI estão sendo atendidos no setor de politraumatizados

Simers denuncia superlotação no HPS
Simers denuncia superlotação no HPS Foto : Amália Ceola / Simers / Divulgação
O atendimento no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre está superlotado. A denúncia foi feita pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers). Profissionais constataram que as Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) estavam atendendo acima da capacidade. Com essa situação, pacientes graves e em pós-operatório estavam sendo mantidos, nesta quinta-feira, na área de politraumatizados.

“Pela gravidade da situação, esses pacientes deveriam estar em uma sala de observação isolada ou na UTI, com equipamentos e monitoramento adequados”, afirmou a vice-presidente do Simers, Maria Rita de Assis Brasil, que participou da visita ao HPS na noite de quarta-feira passada. Ela explicou que a sala de politraumatizados é destinada exclusivamente para o atendimento do paciente que chega da rua, nas mais variadas condições. “Uma pessoa não pode passar por uma cirurgia e depois ficar neste local, que não tem estrutura adequada para atendê-lo, podendo inclusive colocar em risco a sua vida”, ressaltou a vice-presidente.

O alerta é maior porque a lotação na sala de politraumatizado complica ainda o atendimento de pacientes em estado grave que estão recebendo a primeira consulta. “A estrutura está completamente esgotada. É uma situação inadequada de atendimento e que precisa passar por uma nova reorganização”, destacou ela.

Diante das denúncias do Simers, o diretor-geral do HPS, Júlio Ferreira, reconheceu que, por falta de leitos, na UTI existem pacientes que foram deslocados provisoriamente à ala de politraumatizados. “O HPS está em obras e o número de pessoas que buscam atendimento aumentou muito devido ao fechamento de outros hospitais. Não vamos fechar as portas ou simplesmente deixar pacientes morrerem na rua”, afirmou Ferreira. Ele lembrou que ao invés de interromper o atendimento, devido às obras na parte interna, o HPS mantém os serviços. “Temos a obrigação de atender quem precisa. Não vamos mandar pessoas para casa. Para reduzir a procura é indispensável a abertura de leitos em outros hospitais da cidade”, concluiu ele.

O diretor ressaltou ainda que todas as unidades estão funcionando normalmente. Ferreira ressaltou que o problema relacionado à contaminação da bactéria Acinetobacter, registrada na semana passada na UTI de cardiologia, foi totalmente solucionado. O HPS conta com quatro leitos para queimados, oito para pediatria e trauma infantil, 12 para trauma adulto, três para cardiologia e cinco para clínica geral.