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Simers exige um PM em cada posto de saúde de Porto Alegre

Cobrança ocorre um dia depois de médica ser baleada na zona Norte. Para BM, medida é impraticável

Representantes do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e do Comando da Brigada Militar estiveram reunidos, na noite desta terça-feira (20), para tratar da questão da segurança nos postos de saúde de Porto Alegre. O encontro ocorreu um dia após uma médica ser baleada em frente à unidade onde trabalhava, na zona Norte de Porto Alegre. Cláudia Hilbig recebeu alta, hoje, mas o Fiat Stilo do namorado dela, levado pelos criminosos, que fingiram ser pacientes do posto, ainda não foi recuperado.
 
O presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes, exigiu a presença de um policial militar para cada posto de saúde. Para Argollo, o soldado pode atender, além do posto, também a comunidade e a concentração de pessoas na região. Segundo o presidente do Simers, "o soldado vai estar onde as pessoas estão." (ouça as sonoras abaixo)
 
Em entrevista concedida ao programa Em Cima da Notícia, o comandante-geral da Brigada Militar, coronel João Carlos Trindade, enfatizou que o crime não teve como alvo a classe médica e que, apesar de lamentável, se tratou de um episódio isolado. "Ficou claro que eles queriam o automóvel dela", disse. (ouça a entrevista abaixo) 

Para o presidente do Simers, a Brigada Militar presta um serviço público e, por isso, tem de agir com transparência e cumprir com a obrigação, que é dar segurança. O comandante da Brigada Militar rebateu dizendo que, no caso de colocar um PM em cada quarteirão da cidade, o efetivo necessário tem de ser de "48 mil homens". Além disso, segundo Trindade, a medida pode abrir precedente para que bancos, farmácias e outros estabelecimentos comerciais também exijam policiais. "O que precisa ali é uma segurança patrimonial", afirmou.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal da Saúde, o posto do Beco dos Coqueiros permanece fechado nesta quarta-feira (21). No final da tarde de hoje (20), o secretário Luiz Henrique Casartelli participou de reunião com funcionários para avaliar as condições psicológicas da equipe. À noite, representantes da rede de postos de saúde da Capital estiveram reunidos com a comunidade do bairro Passo das Pedras. No encontro, ficou definida a criação de um comitê gestor, formado por moradores e funcionários, que vai gerenciar os trabalhos da unidade, a exemplo do que já ocorre no HPS de Porto Alegre.

Mais cedo, em entrevista à Rádio Guaíba, o secretário Casartelli defendeu que em vez de segurança armada, as unidades de saúde ganhem câmeras de monitoramento.