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Simers pede investigação sobre sumiço de equipamentos do Hospital Independência

Sindicato avalia que reabertura da instituição não será possível antes de seis meses

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) decidiu encaminhar um relatório sobre a situação do hospital Independência ao Ministério Público Estadual. Conforme o presidente Paulo de Argollo Mendes, há vários equipamentos desmontados e sem componentes essenciais, o que torna inviável o uso dos aparelhos hospitalares.

Em uma vistoria realizada pela representação na tarde desta quinta-feira, também foi constatado que o fechamento, em abril de 2009, causou a deterioração do antigo hospital da Ulbra. Mendes ainda denunciou que partes de equipamentos e até estruturas inteiras sumiram, o que, para o dirigente, mostra que houve crime.

O sindicalista criticou a prefeitura da Capital. Segundo ele, a administração municipal garantiu reabrir a instituição de saúde até 16 de outubro. Na avaliação do dirigente, isso não vai ser possível antes de seis meses, em função da precariedade. “A irresponsabilidade do poder público transformou o hospital em entulho”, disse. Na avaliação de Mendes, o prejuízo é de dezenas de milhões de reais.

O Independência, quando reaberto, deve oferecer todos os cem leitos a usuários do SUS. O atendimento, porém, vai ser voltado à Traumatologia. “São 200 cirurgias a menos por mês (durante o tempo em que está fechado). Enquanto isso, pessoas estão ficando aleijadas aguardando atendimento”, denunciou Argollo.

Em janeiro, a União repassou a instituição ao município de Porto Alegre. O Hospital Divina Providência venceu a concorrência para administrar a casa. Vereadores também participaram da vistoria, nesta quinta.

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