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Simers quer agilidade para contratar médicos para o Samu

Para diretor de sindicato, o maior interesse deve ser do governo do Estado

A contratação emergencial de 40 médicos para atuar em unidades do Samu no Estado depende da aprovação de um projeto de lei pela Assembleia Legislativa. Na tarde desta sexta-feira, representantes do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) estiveram reunidos com a Coordenação do Serviço Médico de Atendimento Móvel de Urgência para reivindicar agilidade na tramitação do projeto. No início do mês de junho, a Secretaria Estadual de Saúde se comprometeu a realizar novas contratações para atender a demanda do Samu Metropolitano.

Há duas semanas, ao entregarem 117 ambulâncias ao Estado, os governos federal e estadual anunciaram a ampliação da cobertura em 50%. A meta é atingir 9,5 milhões de gaúchos. O Simers denunciou a estrutura precária no Samu Metropolitano: apenas dois médicos atuam nos plantões quando o ideal é sete, de acordo com o que prevê o Ministério da Saúde.

Segundo o diretor do Simers, Edson Prado Machado, deve ser interesse do governo do Estado agilizar a tramitação do projeto de lei. O sindicato está mobilizado para verificar se o PL já foi encaminhado à Assembleia Legislativa.

Atualmente, a Central de Regulação do SAMU atende 143 cidades, que integram a Região Metropolitana, Sinos, Litoral Sul e Norte, Vale do Rio Pardo e Missões. Ao todo, são 20 médicos concursados pelo Estado e 20 terceirizados via consórcio de municípios. Em média, cada médico regulador atende 80 chamados em seis horas.

Durante 24 horas, são mais de 600 chamados. Boa parte não chega a ter avaliação do médico, que é responsável por indicar o envio ou não de ambulância e até procedimentos que paramédicos ou familiares podem fazer para auxiliar no socorro.