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Simers recorre a deputados para conter crise na saúde da Capital

Dossiê entregue ao presidente da Assembleia Legislativa alerta para a falta de médicos

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) entregou, na tarde desta seguda-feira, ao chefe de gabinete do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Giovani Cherini, um dossiê sobre o agravamento da crise na saúde de Porto Alegre. De acordo com o diretor Jorge Eltz, a iniciativa é uma forma de chamar a atenção dos parlamentares para a falta de médicos na Capital. Para ele, o problema acaba se reflentindo em todo o Estado, já que muitos pacientes do interior procuram atendimento médico em Porto Alegre.

Desde abril, os médicos da Capital reivindicam reajuste salarial e plano de carreira. Só no HPS, há déficit de 20% de profissionais. A baixa remuneração é apontada pelo Simers como a maior causa da falta de médicos. Além disso, a redução de mais de três mil leitos do SUS para internações aumentou a crise na assistência, provocando superlotação nos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Jorge Eltz também participou, na noite desta segunda-feira, de audiência pública na Câmara de Vereadores de Porto Alegre sobre o projeto de lei que acaba com áreas restritas para fumo. O sindicato é favorável ao projeto que proíbe o fumo em locais fechados, a exemplo do que ocorre em outras capitais como São Paulo. Segundo Eltz, as áreas restritas a fumantes não evitam a intoxicação por não fumantes pelo monóxido de carbono, principal componente da fumaça. O Simers é favorável a extinção de qualquer espaço dentro de locais fechados para o fumo.

Na semana passada, o sindicato registrou ocorrência na Polícia Civil para denunciar o número insuficiente de médicos na Central Estadual de Regulação do Samu Metropolitano. Em blitz realizada, o Simers constatou que a central operava só com dois médicos reguladores, três vezes menos que o indicado.