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Simers registra ocorrência por falta de atendentes no Samu

Coordenador reconheceu falta de profissionais, mas apresentou justificativas

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) registrou ocorrência na Polícia Civil, nesta sexta-feira, para denunciar o número insuficiente de médicos na Central Estadual de Regulação do Samu Metropolitano. Em blitz realizada pela manhã, o diretor do sindicato, Nauro Aguiar, constatou que a central operava só com dois médicos reguladores, três vezes menos que o indicado.

“Os plantonistas encontram-se sobrecarregados de trabalho, absolutamente impossibilitados de atender a todos os chamados. Registramos a ocorrência policial para resguardar a integridade dos profissionais envolvidos, diante de uma possível fatalidade que possa advir em virtude da má gestão do sistema”, criticou Aguiar.

Segundo ele, os plantonistas relataram que não há como lidar com toda a demanda do serviço e que o problema é recorrente. “Há cerca de 30 chamados na tela do computador, e as pessoas reclamam por estarem ligando há mais de 30 minutos sem obter resposta”, contou. Para o diretor do Simers, a espera pode ser fatal ou agravar o estado do paciente, porque o técnico na ambulância não pode tomar uma conduta sem falar com o médico.

O coordenador médico da Central Estadual de Regulação do Samu Metropolitano, Rogério Caruso, reconheceu que houve problemas na escala do turno da manhã dessa sexta-feira. “Tínhamos quatro médicos de plantão, número mínimo que trabalhamos, mas uma médica teve um parto prematuro e outra ficou doente”, argumentou.
 
Conforme Caruso, em cada turno de seis horas, o número de médicos escalados para trabalhar varia entre quatro e seis. Ele reconhece que o ideal é ter oito profissionais, mas explicou que a sede passa por obras de ampliação para poder comportar o número ideal de médicos por turno. A previsão é que as obras físicas sejam concluídas até agosto. A Central já tem os equipamentos prontos para instalação.

A Central Estadual de Regulação do Samu Metropolitano atende cerca de quatro milhões habitantes em quase 150 municípios das regiões Metropolitana, Sinos, Litoral Norte e Sul, Missões e Vale do Taquari. Ao todo, as cinco centrais estaduais de regulação (Metropolitana, Porto Alegre, Pelotas, Caxias do Sul e Bagé) são responsáveis por enviar socorro de urgência e emergência a 6,5 milhões de gaúchos.