Depois que o consórcio STS confirmou que vai liberar aproximadamente 50 coletivos, na segunda-feira, para tentar suprir a falta de ônibus prevista em função da greve anunciada pelos trabalhadores da Tinga, o delegado sindical da empresa criticou. Para Rodrigo Almeida, a alternativa encontrada foi colocar “trabalhador contra trabalhador” a fim de prejudicar a categoria. Ele também não deu detalhes sobre como será manifestação. Alegou que a definição deve ocorrer na madrugada de segunda-feira.
Almeida lembrou que o Ministério Público do Trabalho já foi comunicado, na quinta-feira, da intenção dos trabalhadores, o que autoriza que parem a partir da manhã de segunda, após às 11h. A procuradora Aline Conzatti exigiu que 30% dos coletivos sejam mantidos em circulação. Os ônibus das empresas Belém, Trevo e VTC, que também pertencem ao consórcio STS, vão circular em maior número, caso haja paralisação. De acordo com o gerente de planejamento de transporte da EPTC, Flávio Tomelero, as três empresas vão auxiliar no transporte de usuários.
A Tinga transporta 51 mil passageiros diariamente, em linhas de ônibus que percorrem a zona sul de Porto Alegre. A frota soma 83 coletivos. Motoristas e cobradores dizem que mais de 30 funcionários foram demitidos, desde o fim de 2014, após participarem da última greve.
Sindicalista critica tentativa de minimizar paralisação nos ônibus da Tinga
Definição sobre como será a manifestação desta segunda só deve ocorrer na madrugada