Conforme Scherer, a nova regra vai aumentar o controle sobre os abusos de jornada a que são submetidos os caminhoneiros, sejam eles autônomos ou empregados. Entre outras medidas criticadas, está o cadastro de autônomos e outras mudanças que, segundo o MUBC, reduziram o valor do frete pago pelas empresas. Além disso, o setor protesta contra a alta carga de impostos.
Ainda segundo o representante do movimento no Rio Grande do Sul, a ideia é que os caminhoneiros autônomos permaneçam parados para comprovar a força da categoria e a necessidade de valorização. Questionado sobre pneus incendiados, apedrejamento de para-brisas de caminhões e bloqueio de rodovias, Scherer afirmou que a paralisação é pacífica. “Foi o dia de maior adesão, 95% em todo o Estado. Não compactuamos com esse tipo de atitude de violência nas estradas, certamente devem ser pessoas que estão querendo denegrir a imagem do movimento”, argumentou.
De acordo com o inspetor da comunicação da Polícia Rodoviária Federal, Alessandro Castro , em vários pontos das rodovias houve manifestantes que apedrejaram os veículos dos caminhoneiros que optaram por não paralisar.” O movimento não assume por que tem a multa de R$ 50mil por obstrução, mas sabemos que são caminhoneiros organizado que estão tentando obstruir a passagem dos colegas de profissão”, apontou.
Apesar de negar a participação em ações isoladas no Estado, o líder do MUBC optou por não responder se a entidade foi multada por ter bloqueado alguma estrada federal no Rio Grande do Sul. O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), José Carlos Silvano, destacou que se o movimento durar muito tempo, pode ocorrer desabastecimento de combustíveis, matérias primas e bens essenciais. Os hortifrutigranjeiros devem ser os primeiros a desaparecer das gôndolas dos supermercados.