Hoje pela manhã uma operação-padrão voltou a deixar lento o transporte coletivo na área central de Porto Alegre. A lentidão perdurou das 8h20min às 9h45min, nas avenidas Protásio Alves, Osvaldo Aranha, João Pessoa e Farrapos, além de outras linhas que tentavam acessar o Centro.
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Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte (Stetpoa), Júlio Gamaliel, a ação serviu para mobilizar a categoria para a greve. Na assembleia que decidiu pela paralisação, na quinta-feira, estavam presentes 500 (5,8%) rodoviários do total de 8,5 mil na ativa.
Depois da operação nas ruas, por volta das 11h o grupo se deslocou ao Ministério Público do Trabalho (MPT), onde entregou à procuradora Beatriz Fialho o comunicado de greve. A comissão da campanha salarial também esteve na sede da Força Sindical, onde encontrou apoio do presidente regional, Cláudio Janta. “Temos que pedir desculpa aos trabalhadores que usam os ônibus pelos transtornos, mas este movimento é uma das únicas formas que temos para alcançar os objetivos. Temos que lembrar que os rodoviários são responsáveis por centenas de vidas e, diariamente, enfrentam uma situação caótica no trânsito da cidade, com os corredores em obras e altas jornadas de trabalho”, cita Janta.
Na semana passada, os trabalhadores realizaram duas operações-tartaruga para pressionar a reabertura das negociações. No entanto, no encontro entre as partes, na última segunda-feira, dia 20, não houve avanços. O pedido de 14% de aumento no salário não foi atendido pelos patrões que mantiveram a proposta da reposição da inflação.
As empresas também não se manifestaram sobre a solicitação de aumento de R$ 4 no vale-alimentação, que passaria de R$ 16 para R$ 20. Não trataram também sobre a jornada de trabalho de 36 horas semanais. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) não soube quantificar a dimensão do congestionamento gerado em função da operação padrão. Agentes de trânsito ficaram posicionados nos cruzamentos de maior fluxo, além de modificar diversos tempos de semáforos, onde o tráfego apresentava lentidão. O objetivo foi minimizar o impacto à população.