O Sindicato dos Rodoviários faz, neste momento, uma paralisação nos pontos de ônibus das linhas Jari e Passo Dornelles, na rua Paraiso, próximo à avenida Protásio Alves, em Porto Alegre. O protesto reúne cerca de 300 pessoas, segundo a entidade, e obteve a adesão de motoristas e cobradores. Estão parados 24 veículos das linhas, segundo o vice-presidente do sindicato, Gerson Assis. "Nós viemos pedir segurança para as autoridades, porque essas linhas têm um número crescente de assaltos", explicou.
Na manhã desta quinta-feira, a entidade e a Força Sindical realizaram uma passeata pelas principais ruas do Centro de Porto Alegre para reivindicar redução da jornada de trabalho. A marcha deu a largada para a grande mobilização que as centrais sindicais pretendem realizar, no dia 11 de novembro, em Brasília. "A intenção é mostrar para a população que com uma jornada de 40 horas semanais, podemos criar mais de 2,5 milhões de novos empregos no País e, aqui no Rio Grande do Sul, a geração pode chegar a 171 mil postos de trabalho com carteira assinada", disse o presidente da Força Sindical/RS, Claudio Janta. A marcha também foi marcada por um ato público na Esquina Democrática, onde alguns dos diretores dos sindicatos filiados à central fizeram pronunciamentos. Depois, os manifestantes se encaminharam para o Paço Municipal, onde foram recebidos pelo prefeito José Fogaça e pelo secretário de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Clóvis Magalhães.
Os sindicalistas defendem uma maior pressão sobre os parlamentares para que aprovem, na próxima semana, o projeto que concederia esse benefício aos trabalhadores. "Estamos visitando prefeitos e vereadores de diferentes regiões do Estado para solicitar que nos ajudem a pressionar os deputados pela aprovação dessa proposta", argumentou Janta. O presidente da Força Sindical lembrou, ainda, que os cálculos feitos pelo Dieese mostram que, somente em Porto Alegre, podem ser empregadas mais 31 mil pessoas. "Imaginem o que representa para a economia municipal a entrada ou a volta de tantos trabalhadores para o mercado", questionou Janta. O mesmo levantamento apontou que o potencial de novos trabalhadores na Região Metropolitana chega a 73,6 mil pessoas. "É uma forma de revitalizar a economia, além de trazer melhor qualidade de vida e espaço para a qualificação profissional", sustentou Janta.
Para o prefeito Fogaça, essa decisão chegaria na hora exata. "Essa luta é importante porque em um momento no qual a produtividade dos trabalhadores vem aumentando, é justo que se faça essa redução no número de horas trabalhadas", afirmou. Os manifestantes também pediram maior segurança, principalmente para os rodoviários, que têm sido vítimas de muitos assaltos, principalmente na Capital e Região Metropolitana.
Sindicato dos Rodoviários paralisa linhas de ônibus em Porto Alegre
Entidade protesta contra falta de segurança nas linhas Jari e Passo Dornelles