Geral

Sindicato dos Rodoviários tem uma semana para entrar em acordo com ATP

Ministério Público notificou rodoviários sobre Lei de Greve

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Porto Alegre tem uma semana para entrar em acordo com a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) ou ajuizar uma ação resivional de dissídio coletivo, já que a data base da categoria é 1º de fevereiro. Representantes da entidade compareceram nesta segunda-feira no Ministério Público do Trabalho (MPT) para esclarecer as medidas adotadas– a chamada “Operação Tartaruga” – e o futuro do movimento de reivindicação promovido pela categoria. O sindicato garantiu que a Brigada Militar e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) foram avisadas das movimentações e acompanharam os manifestantes.

A audiência foi convocada pelo procurador do Trabalho Gilson Luiz Laydner de Azevedo, que falou aos representantes sobre abuso de greve por parte do sindicato. Ele reforçou a necessidade de divulgação sobre a paralisação das atividades, no prazo da Lei de Greve.

Os representantes informaram que a terceira proposta do sindicato patronal foi rejeitada pela maioria dos presentes na Assembleia Geral do dia 20 de janeiro. A “Operação Tartaruga” foi deflagrada na manhã seguinte. Segundo o sindicato, a proposta da ATP é de 7%, mas a maioria da categoria quer 22% de reajuste salarial – a direção da entidade disse considerar a proposta patronal razoável, embora possa ser melhorada.

A direção do sindicato afirmou ainda que não pretende convocar nova “Operação Tartaruga”. Porém, se os trabalhadores decidirem realizá-la, a entidade se compromete a observar o prazo legal de 72 horas para comunicar a decisão a empregadores e usuários do transporte coletivo da Capital, além do MPT.

A entidade representa cerca de 8.500 trabalhadores do setor em Porto Alegre. Segundo o MPT, cerca de 600 trabalhadores têm comparecido às assembléias gerais para discutir as negociações com a ATP.


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