A audiência foi convocada pelo procurador do Trabalho Gilson Luiz Laydner de Azevedo, que falou aos representantes sobre abuso de greve por parte do sindicato. Ele reforçou a necessidade de divulgação sobre a paralisação das atividades, no prazo da Lei de Greve.
Os representantes informaram que a terceira proposta do sindicato patronal foi rejeitada pela maioria dos presentes na Assembleia Geral do dia 20 de janeiro. A “Operação Tartaruga” foi deflagrada na manhã seguinte. Segundo o sindicato, a proposta da ATP é de 7%, mas a maioria da categoria quer 22% de reajuste salarial – a direção da entidade disse considerar a proposta patronal razoável, embora possa ser melhorada.
A direção do sindicato afirmou ainda que não pretende convocar nova “Operação Tartaruga”. Porém, se os trabalhadores decidirem realizá-la, a entidade se compromete a observar o prazo legal de 72 horas para comunicar a decisão a empregadores e usuários do transporte coletivo da Capital, além do MPT.
A entidade representa cerca de 8.500 trabalhadores do setor em Porto Alegre. Segundo o MPT, cerca de 600 trabalhadores têm comparecido às assembléias gerais para discutir as negociações com a ATP.