O Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre vai entrar na Justiça contra as empresas de transporte público que não pagarem o reajuste da categoria até 6 de abril, quinto dia útil do mês. De acordo com o vice-presidente da entidade, Sandro Abade, os delegados sindicais estão fazendo negociação com cada concessionária e decidiram não realizar protestos devido ao atraso. O sindicato, porém, deixa claro que discorda da situação e vai procurar a Justiça do Trabalho.
Conforme Abade, a justificativa das empresas para o não pagamento é a falta de subsídio. “A Carris pagou em dia porque o prefeito injetou lá os R$ 20 milhões, já as outras estão alegando que não tiveram subsídio, mas isso nós vamos discutir na Justiça e pedir providências imediatas. Inclusive para que (o dissídio) seja pago corrigido e também os encargos da diferença”, disse.
Conforme o sindicato, cada empresa vem adotando um esquema distinto de pagamento – algumas atualizando o dissídio, outras o vale-alimentação –, mas nenhuma pagou integralmente os reajustes do salário e de benefícios, exceto a Carris. Na manhã desta sexta, as operadoras do transporte coletivo anunciaram que não conseguirão pagar os reajustes na folha de março. A expectativa é pagar a diferença a partir do salário de abril.
Os valores retroativos desde fevereiro também começarão a ser pagos de abril em diante. A justificativa para a medida é o atraso no processo de revisão tarifária que, conforme a lei, deve ocorrer após a atualização da convenção coletiva dos trabalhadores, assinada em 1° de março, e que estipulou aumento de 5,50% nos salários e alteração no vale-refeição de R$ 23,48 para R$ 25.
As empresas destacaram, também, que os novos valores precisarão ser pagos aos rodoviários retroativos a 1° de fevereiro, data base da categoria, fato que não ocorre com a tarifa de ônibus.
Sindicato dos Rodoviários vai entrar na Justiça pelo atraso no pagamento do reajuste
Operadoras do transporte coletivo em Porto Alegre anunciaram que não pagarão diferença na folha de março