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Sindicato dos taxistas diz que implantação de GPS só ocorre se houver compensação

“Quem tem que bancar é a EPTC”, afirmou o presidente da representação<br />

O presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre, Luiz Nozari, afirmou, na tarde desta sexta-feira, que a categoria não vai bancar a instalação do sistema de monitoramento por GPS nos veículos sem que haja uma compensação financeira do investimento. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) planeja lançar um edital para implantar o serviço até o dia 15 de novembro, visando à Copa do Mundo.

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Conforme Nozari, entre as alternativas para a compensação financeira estão o aumento da tarifa e a possibilidade de instalação de anúncios publicitários nos carros. Para o dirigente, não cabe ao taxista pagar pela implantação do serviço. “Quem tem que bancar é a EPTC”, afirmou.

Turistas e atletas que estão em Porto Alegre para o Mundial de Atletismo Master reclamaram de valores altos cobrados por taxistas. Uma atleta camaronesa chegou a perder a prova do lançamento de dardo, na última sexta-feira, depois de ter ficado rodando pela cidade em um táxi. O motorista não foi identificado.

“Temos a informação de que no começo das provas, um cidadão africano pegou um táxi na Sogipa pra ir até o CETE (Centro Estadual de Treinamento Esportivo, no bairro Menino Deus) e o taxista cobrou dele R$ 200”, admitiu o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari.. O valor cobrado é até sete vezes maior do que o custo do percurso.

A frota total de táxi em Porto Alegre é de 3.922 veículos - média de um carro para cada 365 habitantes – e existem aproximadamente 10,5 mil motoristas cadastrados na EPTC.

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