Em nota oficial, os Correios informaram que a greve não prejudicou os serviços, uma vez que todas as agências estão abertas e em pleno funcionamento. Prevendo a paralisação, a empresa, em âmbito nacional, adotou uma série de ações para garantir a prestação de serviços à população. Entre as medidas estão a realização de horas extras, mutirões de entrega aos finais de semana e deslocamento de empregados entre as unidades.
Além do Rio Grande do Sul, outros sete estados – Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins, Rio Grande do Norte, Rondônia, Pernambuco e Paraíba – decidiram paralisar os serviços. As atividades em São Paulo e no Rio representam 50% do fluxo nacional das encomendas.
Quanto às reivindicações da categoria, a ECT informa que o Acordo Coletivo de Trabalho 2013/2014 está em processo de negociação com as entidades sindicais e que o diálogo continua aberto, o que não justificaria, na avaliação da empresa, a paralisação.
Rittman explicou que as negociações estão em andamento desde o início de agosto. No entanto, segundo ele, a empresa não apresentou uma proposta satisfatória. Por parte da categoria, a campanha salarial prevê reajuste de 47,8%, considerando as perdas históricas, reposição da inflação e aumento real, a contratação de 110 mil trabalhadores no país, manutenção do plano de saúde da categoria e o fim das terceirizações.
Os Correios oferecem reajuste de 5,27% sobre os salários e benefícios. A proposta ainda contempla manutenção de benefícios do acórdão vigente e da assistência médica, hospitalar e odontológica, entre outros.