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Sindicato e Correios divergem sobre números da greve

Categoria diz que paralisação chega a 70%, mas empresa alega que 11% dos trabalhadores interromperam as atividades

Categoria diz que paralisação chega a 70%, mas empresa alega que 11% dos trabalhadores interromperam as atividades
Categoria diz que paralisação chega a 70%, mas empresa alega que 11% dos trabalhadores interromperam as atividades Foto : André Ávila
Após algumas horas de paralisação dos funcionários dos Correios no Rio Grande do Sul, os números referentes à adesão eram divergentes entre o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Estado (Sintec/RS) e a empresa na manhã desta quinta-feira. O secretário-geral do Sintect/RS, Vitor Rittman, afirma que a mobilização atingiu cerca de 70% dos profissionais em algumas unidades. Já os Correios divulgam que a paralisação atinge 11% dos 8 mil profissionais.

Em nota oficial, os Correios informaram que a greve não prejudicou os serviços, uma vez que todas as agências estão abertas e em pleno funcionamento. Prevendo a paralisação, a empresa, em âmbito nacional, adotou uma série de ações para garantir a prestação de serviços à população. Entre as medidas estão a realização de horas extras, mutirões de entrega aos finais de semana e deslocamento de empregados entre as unidades.

Além do Rio Grande do Sul, outros sete estados – Rio de Janeiro, São Paulo, Tocantins, Rio Grande do Norte, Rondônia, Pernambuco e Paraíba – decidiram paralisar os serviços. As atividades em São Paulo e no Rio representam 50% do fluxo nacional das encomendas.

Quanto às reivindicações da categoria, a ECT informa que o Acordo Coletivo de Trabalho 2013/2014 está em processo de negociação com as entidades sindicais e que o diálogo continua aberto, o que não justificaria, na avaliação da empresa, a paralisação.

Rittman explicou que as negociações estão em andamento desde o início de agosto. No entanto, segundo ele, a empresa não apresentou uma proposta satisfatória. Por parte da categoria, a campanha salarial prevê reajuste de 47,8%, considerando as perdas históricas, reposição da inflação e aumento real, a contratação de 110 mil trabalhadores no país, manutenção do plano de saúde da categoria e o fim das terceirizações.

Os Correios oferecem reajuste de 5,27% sobre os salários e benefícios. A proposta ainda contempla manutenção de benefícios do acórdão vigente e da assistência médica, hospitalar e odontológica, entre outros.

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