No caso dos procedimentos cirúrgicos, Ritter adverte, porém, que há prioridade para os de emergência. Ele voltou a negar que a paralisação esteja afetando as cirurgias, como sustenta o GHC. O dirigente sindical destacou que antes mesmo da deflagração da greve já havia problemas para realizá-las, em razão da falta de materiais, como anestésico, luvas e agulhas.
O presidente ressaltou, ainda, que está sendo cumprido o acordado com o Ministério Público, de não impedir o acesso às emergências e ambulatórios das unidades de saúde. Além disso, as triagens para classificação de risco voltaram a ocorrer dentro dos locais pelas equipes de enfermagem, e não nos pontos onde há piquete.
A assessoria do GHC informou que, de quinta a segunda-feira, 190 pacientes deixaram de ser atendidos em função da greve. Desses, 107 tinham cirurgias agendadas e 83 consultas.
Servidores de 14 categorias, exceto médicos e dentistas, devem manter a paralisação até que haja acordo com a direção do grupo. Eles pedem reajuste salarial de 4% e no vale-alimentação, com equiparação ao do Hospital de Clínicas, mais contratações, entre outras demandas.