O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul vai exigir que um policial militar fique, permanentemente, em frente ao posto onde a médica Cláudia Hilbig foi baleada, na segunda-feira, para que a unidade seja reaberta. A entidade participa, ainda na noite desta quinta-feira, de reunião no teatro do Centro Humanístico Vida, na avenida Baltazar de Oliveira Garcia, zona Norte de Porto Alegre. O encontro vai definir ações de segurança e a data de reabertura do posto Beco dos Coqueiros. Cláudia foi atingida por um tiro dentro do consultório, enquanto atendia uma gestante.
Na tarde desta quarta-feira, o carro de Cláudia, roubado na ação, foi encontrado pela polícia, na zona Norte da Capital. Horas depois, um suspeito de ter baleado a médica foi preso e o delegado pediu prisão preventiva.
Levantamento do Simers computou 38 ataques a serviços de saúde entre 2006 e 19 de julho deste ano. Deste número, 33 foram a postos do SUS. O Sindicato quer a revisão da estratégia de localização das novas unidades. A proposta da entidade é que as estruturas do Estado e do município, como postos da BM, Polícia Civil, creches e escolas estejam em uma mesma área. Hoje, a Capital tem 121 opostos, que abrigam Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e equipes da estratégia de Saúde da Família, além de três prontos-atendimentos.
Confira os números do Sindicato
Registros de assaltos a postos e hospitais:
Porto Alegre
2006: 13 ocorrências em POA (11 em postos e 2 em hospitais)
2007: 9 ocorrências em POA (todos em postos)
2008: 10 ocorrências POA (7 em postos de POA, 2 em hospitais e 1 ao SAMU)
2009: 3 ocorrências em POA (3 postos)
2010 (até 20/07): 3 ocorrências (todos os em postos)
Total: 38 ocorrências
Interior
2010: 6 assaltos e outras formas de violências a postos no Interior (Passo Fundo, Sapucaia do Sul, Caxias do Sul e Viamão)
Total: 7 ocorrências
Sindicato Médico exige PM para reabrir posto na zona Norte
Entidade computou 38 ataques a serviços de saúde desde 2006 em Porto Alegre