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Sindicato pede melhores condições de trabalho para os penitenciários

Reinvindicações foram feitas ao chefe da Casa Civil e secretário da Transparência

O chefe da Casa Civil, Bercílio Silva, e o secretário da Transparência e da Probidade Administrativa, Francisco
Luçardo, estiveram reunidos, durante a tarde, com o presidente do sindicato dos penitenciários (Amapergs/sindicato), Luiz Fernando Rocha, e o vice-presidente da entidade, Flávio Berneira Júnior, onde entregaram uma pauta de reivindicações como a busca de medidas de valorização da categoria, como melhores condições de trabalho, plano de carreira, promoções e insalubridades ainda pendentes, além de uma manifestação das autoridades quanto ao profissionalismo e honestidade dos funcionários da Superintendência. Foi marcada uma nova reunião para a próxima terça-feira.

O secretário da Casa Civil disse que, com o passar dos anos, o setor público não conseguiu acompanhar a evolução numérica da criminalidade, por isso, Governo e agentes penitenciários devem recuperar o tempo perdido. Em conjunto, os dois lados devem fazer um esforço para reduzir este distanciamento.

Bercílio considerou que o ambiente de serenidade da sociedade gaúcha passa também pelos penitenciários. Na prática, salientou o secretário da Casa Civil, isso passa por boas condições de trabalho, autoestima elevada e sua atividade valorizada. O secretário solicitou à categoria que encaminhe, nos próximos dias, relatório identificando suas necessidades e pleitos para que o Governo analise as reivindicações.

De acordo com Rocha, um dos pedidos foi que sejam afastados todos integrantes do quadro funcional da Susepe que estejam respondendo processos na Justiça, incluindo funcionários com cargos elevados dentro da instituição. Para o presidente da Amapergs, é o momento de cortar na carne, pois, conforme ele, existem situações que necessitam ser resolvidas na sua essência. “Temos que fazer alguma coisa para que o resto dos agentes não sejam contaminados”, disse. “Evitar que todos sejam taxados de desonestos, quando a grande maioria do quadro é composta de pessoas honestas”.

Também foi pedido ao Governo que seja tocado em frente o plano de carreira, que segundo Rocha, está parado. Outro ponto da pauta, foi referente as promoções, que este ano ainda não saíram para os funcionários da Susepe, ao passo que para as outras instituições da Segurança Pública já foram efetivadas.