Mesmo com o indicativo de paralisação, os trens deverão circul deverão circular normalmente das 5h30min às 8h30min e das 17h30min às 20h30min. A possível penalização, em caso de descumprimento, foi acordada entre as partes em reunião realizada na sede do MPT, em Porto Alegre.
O presidente do Sindimetrô-RS, Luís Henrique Chagas, confirmou a greve e garantiu que todos os trens estarão operando em horários de pico. A estimativa é de que 23 composições realizem as viagens durante os intervalos acordados. Chagas adiantou, também, que nenhuma proposta nova ou documento solicitado pela entidade junto à Trensurb foram encaminhados para a análise dos metroviários.
A categoria vai entrar em greve depois de não ter aceitado o valor cobrado no plano de saúde dos trabalhadores. A Metroplan já adiantou que vai garantir mais 300 linhas de ônibus para os passageiros de cidades como Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo.
Trensurb diz que greve é abusiva
Por meio de um comunicado, a Trensurb reforçou que considera “abusiva” a greve dos funcionários. “A Direção da empresa considera a decisão de paralisar os serviços, por parte do sindicato, extemporânea e abusiva, especialmente porque o motivo apresentado – reajuste do plano de saúde pela operadora do serviço – extrapola as relações de trabalho, não se encontra sob ingerência da Trensurb e não há pauta bem definida por parte do Sindimetrô-RS”, diz a nota.
De acordo com a Trensurb, uma nova licitação para os serviços de assistência médica complementar para empregados e dependentes – a principal reinvindicação dos metroviários. Segundo a empresa, o edital prevê um plano com valor reduzido. As propostas serão recebidas em 15 de janeiro.