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Sindicatos rejeitam proposta dos Correios e greve deve continuar

Principal ponto de insatisfação da categoria é o desconto de seis dias na folha de pagamento

Os sindicatos que representam os trabalhadores dos Correios nos Estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Sergipe, Amazonas e Distrito Federal rejeitaram a proposta acertada nessa terça entre a estatal e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect). Com isso, a greve dos funcionários dos Correios deve continuar em todo o País.

Para Luciano Robinson da Silva, integrante da diretoria de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telegrafos do RS (Sintect / RS), a proposta foi rejeitada porque "não atende as necessidades da categoria".  Nesta tarde, ainda serão realizadas assembleias nos outros Estados, mas o próprio presidente da Fentect, José Rivaldo da Silva, reconheceu que, com a rejeição por parte desses sindicatos, que são os mais representativos do País, o movimento grevista deve continuar até que o dissídio da categoria seja julgado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Segundo Elias Cesáreo de Brito Júnior, presidente do Sintect de São Paulo, o principal ponto de insatisfação da categoria é o desconto de seis dias na folha de pagamento e a compensação dos outros 15 em finais de semana. Ele explicou que atualmente um funcionário dos Correios que trabalha aos sábados tem direito a dois dias de folga por semana. Mas, na forma estipulada no acordo, cada sábado trabalhado compensará apenas um dia parado.

Outro ponto de insatisfação, segundo Brito Júnior, está no fato de os Correios não terem aceitado dar o aumento linear de R$ 80,00 a partir de 1º de agosto, data base da categoria. Pelo acordo fechado ontem, esse acréscimo incidirá apenas a partir do salário de outubro.

Amanda Gomes Corcino, presidente do Sintect do Distrito Federal, admitiu que, com a rejeição da proposta, haverá o desconto automático de todos 21 dias da greve. Mas, ela ponderou que os trabalhadores preferiram deixar a decisão para o TST ao invés de aceitar as condições até então acordadas.

Ela disse que espera que até segunda-feira, quando está marcada nova audiência no TST para discutir a questão, as negociações avancem com a empresa em relação à compensação dos dias parados e também em relação ao aumento real nos salários.


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