O Sindicato dos Motociclistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindimoto) reclama que, das 30 horas-aula exigidas pela resolução nº 350 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), apenas cinco horas são de prática. Conforme o presidente do sindicato, Valter Ferreira, a categoria havia solicitado ao Contran que o curso, obrigatório daqui a 180 dias, fosse de 60 horas de duração e apenas metade das aulas de teoria.
Ferreira afirma que a regra é incoerente com o trânsito brasileiro, já que, para outras categorias, como taxistas e motoristas de ônibus, o curso é mais extenso. "Esse curso vai ser só mais um custo, sem dar o retorno que esperamos, que é a redução dos acidentes. Vai acontecer a mesma coisa que com o kit médico: alguém vai lucrar com isso", critica.
As aulas serão ministradas pelo Detran ou instituições autorizadas, como Centros de Formação de Condutores. Os preços ainda não foram determinados e devem ser estabelecidos de acordo com regras do mercado. As normas preveem que, para ser motoboy, é necessário ter, no mínimo, 21 anos. Além disso, os profissionais devem usar protetor de pernas (conhecido como mata-cachorro), colete e capacete dotados de dispositivos retrorreflexivos e antena corta-pipa.
Sindimoto reclama de poucas horas em curso obrigatório para motoboys
Categoria havia solicitado 60h, mas Contran exige metade<br />