Conforme o sindicato, estudos e debates realizados junto a professores e especialistas apontam que as turmas do Ensino Fundamental devem ter até 25 estudantes nas séries iniciais e 35 nas séries finais; no Ensino Médio, o máximo ideal seria de 40 alunos por sala de aula e, no Ensino Superior, 50 estudantes.
De acordo com o diretor do Sinpro, Marcos Fuhr, o problema é antigo, de quase duas décadas. No ano passado, o sindicato começou a fazer um levantamento por semestre nas escolas da rede de ensino privado gaúcha. Na avaliação de Fuhr, turmas superlotadas comprometem a qualidade do ensino e também a saúde dos professores.
“Encontramos realidades diversas como turmas de séries iniciais com mais de 30 alunos. Inclusive de redes importantes que botam mais de 30 alunos em sala de aula. É um verdadeiro absurdo. E na Educação Superior, encontramos turmas com 70, 80 alunos. Isso transforma cada aula em uma palestra”, afirma Fuhr.
Em resposta, o presidente do Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe), Osvino Toillier, informou que a legislação educacional não fixa um número específico de alunos por turmas. Segundo o Sinepe, o que existe é uma recomendação do Conselho Estadual de Educação, em relação ao espaço físico que deve ser preservado para cada estudante. Ainda de acordo com o presidente do Sinepe, a realidade das escolas particulares gaúchas é manter um número adequado de alunos em sala de aula para aplicar um projeto pedagógico ideal. Toillier considerou o levatamento do Sinpro arbitrário, feito com base em padrões próprios.