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Sinpro denuncia suposto excesso de alunos por turmas nas escolas privadas do RS

Levantamento apontou 90 instituições em que número por classe superaria o ideal de estudantes

Um levantamento feito pelo Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro), neste ano, aponta excesso de alunos por turma nas escolas particulares do Estado. De acordo com a entidade, os dados demonstram que 90 instituições da educação básica e da educação superior manteriam número de estudantes por sala acima dos parâmetros apontados como ideais pelo Sinpro.

Conforme o sindicato, estudos e debates realizados junto a professores e especialistas apontam que as turmas do Ensino Fundamental devem ter até 25 estudantes nas séries iniciais e 35 nas séries finais; no Ensino Médio, o máximo ideal seria de 40 alunos por sala de aula e, no Ensino Superior, 50 estudantes.

De acordo com o diretor do Sinpro, Marcos Fuhr, o problema é antigo, de quase duas décadas. No ano passado, o sindicato começou a fazer um levantamento por semestre nas escolas da rede de ensino privado gaúcha. Na avaliação de Fuhr, turmas superlotadas comprometem a qualidade do ensino e também a saúde dos professores.

“Encontramos realidades diversas como turmas de séries iniciais com mais de 30 alunos. Inclusive de redes importantes que botam mais de 30 alunos em sala de aula. É um verdadeiro absurdo. E na Educação Superior, encontramos turmas com 70, 80 alunos. Isso transforma cada aula em uma palestra”, afirma Fuhr.

Em resposta, o presidente do Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinepe), Osvino Toillier, informou que a legislação educacional não fixa um número específico de alunos por turmas. Segundo o Sinepe, o que existe é uma recomendação do Conselho Estadual de Educação, em relação ao espaço físico que deve ser preservado para cada estudante. Ainda de acordo com o presidente do Sinepe, a realidade das escolas particulares gaúchas é manter um número adequado de alunos em sala de aula para aplicar um projeto pedagógico ideal. Toillier considerou o levatamento do Sinpro arbitrário, feito com base em padrões próprios.

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