Com a abertura das propostas à licitação para 89 táxis adaptados em Porto Alegre nesta sexta-feira, o Sindicato dos Taxistas critica a cobrança pela concessão. Os candidatos a permissionários deverão desembolsar, no mínimo, R$ 63,8 mil em até 20 anos. A categoria considera o custo abusivo, apesar do parcelamento, e ainda critica o fato de o veículo ter de ser trocado a cada cinco anos.
Os custos se elevam a aproximadamente R$ 150 mil, conforme o vice-presidente do Sintaxi, Adão Oliveira. Os taxistas ressaltam que o sistema de transporte coletivo, cujos lucros supostamente são “milionários”, é formado por empresários que não pagam pela concessão do serviço.
“No ano passado, pessoas com poder aquisitivo altíssimo participaram da licitação do transporte coletivo e não pagaram nada. É injusto que motoristas de táxis tenham que pagar. Além disso, o veículo adaptado custo alto, assim o taxista já começa com uma dívida mensal de R$ 1,5 mil”, argumentou.
O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, critica o posicionamento do sindicato. Ele lembra que a concessão é válida por 35 anos e o valor pode ser dividido em 240 meses. “É uma permissão de exploração do serviço público. Nós temos uma declaração do sindicato que definiu a renda mensal das permissões e colocamos um valor muito abaixo do previsto para que haja uma disputa entre os interessados.”
A abertura das propostas dos interessados em obter licença para os 89 novos prefixos adaptados para cadeirantes ocorre nesta sexta no auditório Araújo Vianna.
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