A fim de cumprir a meta de aumentar em até 70% o número de transplantes de órgãos, ainda em 2010, a Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul implantou no Complexo Estadual Regulador de Leitos o sistema informatizado Aghos, que, até dezembro, deve ser chegar a 48 hospitais do Estado. Além de possibilitar o controle e o agendamento de consultas e cirurgias, a tecnologia permite acompanhar, em tempo real, os pacientes internados nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), auxiliando a identificar possíveis doadores.
A meta do trabalho é ultrapassar os dois mil transplantes por ano. Em 2009, foram realizadas 1,2 mil doações. Em 2010, até o fim de abril, eram 418 registros. Atualmente, a fila de espera por um transplante de órgão ou tecido no Estado é de mais de três mil pacientes. O Aghos já foi implementado em 30 hospitais gaúchos.
O coordenador da Central de Transplantes do Estado, Eduardo Elsade, destacou que, com a ferramenta, é possível reduzir o total de casos em que o transplante é perdido. Hoje, explicou o especialista, um em cada quatro doadores em potencial (com morte encefálica diagnosticada) sofre parada cardíaca antes da retirada dos órgãos.
Na tarde desta quarta-feira, o sistema foi apresentado a representantes do Judiciário e do Ministério Público, que também conheceram o Plano Estadual de Implantação de Organizações de Procura de Órgãos e de Tecidos (OPOs), já aprovado pelo Ministério da Saúde. Para ser implementada, a iniciativa só depende da publicação da portaria no Diário Oficial da União.
O Plano prevê a criação de organizações descentralizadas e estruturadas em hospitais, em todo o Estado, para contratar médicos que ficarão responsáveis pela vigilância, nas UTIs, de casos de morte cerebral.
Sistema informatizado deve agilizar processo de doação de órgãos
Meta no RS é aumentar o número de transplantes de 1,2 mil para dois mil por ano