Em seu Twitter, Preta Gil comentou o episódio no final da tarde: "Cheguei no Rio e fui surpreendida com mais um caso absurdo, meu site foi hackeado, por um fanático, que se diz defensor do tal deputado, mais uma vez eu me pergunto, o que está acontecendo?", questionou.
"Sinto está vivendo um retrocesso no caminho da humanidade, nunca imaginei ver de novo tanta agressividade, racismo e preconceito. Nas palavras ditas diariamente por esse deputado em programas de TV, rádio e jornais, não só ao meu respeito, mas um afronte a todos nós", acrescentou, antes de encerrar: "Aos meus queridos fãs, amigos e até mesmo aqueles que não são meus fãs, mas me respeitam como mulher e cidadã. Eu digo, devemos lutar".
Preta Gil processou deputado por racismo
A cantora está envolvida em uma polêmica por causa de declarações do deputado federal fluminense Jair Bolsonaro (PP). Participando do quadro "O Povo quer saber" do programa "Custe o Que Custar (CQC)", da Band, na noite de segunda, o parlamentar criou polêmica ao responder uma pergunta da artista. Ele foi questionado sobre o que faria se o filho se apaixonasse por uma negra, e respondeu que eles haviam sido bem educados e não viviam em um ambiente igual ao da cantora.
As reações foram imediatas. Ela afirmou que irá processar Bolsonaro por racismo. Preta Gil ganhou apoio de outros deputados federais, inclusive Jean Wyllys (PSol-RJ), que atacou o colega: "É demente ou está debochando". Além disso, a corregedoria da Câmara recebeu quatro representações contra Bolsonaro e, no Twitter, o caso está entre os assuntos desde segunda-feira.