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Site do Correio do Povo recebe distinção no VII Prêmio Asdep de Jornalismo

Reportagem Feminicídio: uma ameaça constante e próxima tira segundo lugar no prêmio

Jornalistas Lou Cardoso, Bernardo Bercht e Tiago Medina receberam premiação
Jornalistas Lou Cardoso, Bernardo Bercht e Tiago Medina receberam premiação Foto : Fabiano do Amaral
A reportagem "Feminicídio: uma ameaça constante e próxima", da equipe da editoria online do Correio do Povo, tirou segundo lugar no VII Prêmio Asdep de Jornalismo, em cerimônia realizada nesta quinta-feira, na sede da entidade, em Porto Alegre. A matéria - que retrata os índices alarmantes de casos no Brasil e os problemas sociais oriundos da violência contra as mulheres, além do trabalho das autoridades de segurança no tema - recebeu a distinção na categoria Reportagem Online. O texto é assinado pelos jornalistas Lou Cardoso, Tiago Medina e Bernardo Bercht. Colunista do Correio do Povo e apresentadora do programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, Taline Oppitz também foi homenageada na cerimônia.

• A reportagem pode ser conferida neste link

Lou celebra a conquista em uma temática que toca diretamente as mulheres. "É Mara! É uma sensação de dever cumprido como jornalista, mas também de emoção como uma jovem profissional que está recém dando seus primeiros passos na carreira e já ser reconhecida. É muito animador", comenta. “Como mulher, também acho importante o reconhecimento do tema do feminicídio. Isto é um assunto que sempre precisa ser debatido e reconhecido em qualquer lugar, principalmente para que não seja um crime diário como atualmente”

Bernardo Bercht ressalta que foi o primeiro trabalho integrado da equipe num grande tema. "Ficou bem completo e multimídia, como o online exige atualmente, com uma produção de foto, texto e apresentação bacana. Também foi importante trabalhar com a Lou essa pauta do feminicídio e descobrir como as autoridades de segurança lidam com o tema", destaca.

Editor do Correio do Povo online, Tiago Medina afirma que é o primeiro prêmio conquistado pelo segmento. "Ficamos muito felizes, por se tratar de um tema que às vezes vive num cenário meio nebuloso, que é meio descartado. A gente tentou lançar luz sobre este tema, que é muito mais grave do que se imagina", afirma. "O prêmio reflete o trabalho em conjunto em prol de esclarecer uma prática criminosa. Esperamos que a matéria tenha colaborado em prol da conscientização e do debate acerca deste grave delito contra as mulheres", acrescenta.

Presidente da Asdep, Cleiton Freitas explica que o prêmio - que contemplou cinco categorias e prestou homenagens especiais - é uma forma de reconhecimento ao trabalho dos jornalistas. “As mídias dão a cara ao trabalho do delegado. É um momento em que se formata todo um trabalho que é feito em benefício à sociedade e quem transmite o trabalho bem feito, sensível, é o jornalista”, observa. A premiação ocorre no mesmo dia em que a entidade comemora 58 anos de fundação