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Smic conclui que empresários forjaram documentos para ocupar terreno da Agapan

Processo não identificou envolvimento de funcionários da pasta na suposta fraude

Sindicância realizada pela Secretaria Municipal da Indústria e Comércio (Smic) para apurar concessão de alvará provisório que resultou na demolição da sede da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), em Porto Alegre, concluiu que os empresários que pretendiam instalar uma pizzaria no lugar da ONG forjaram documentos.

O secretário da Smic, Valter Nagelstein, explicou que as conclusões apresentadas pelo servidor concursado Sandro Palombo Ribeiro, designado para o serviço, são baseadas em depoimentos de funcionários da pasta e também na análise de documentos apresentados pela empresa. Nagelstein garantiu que não houve fraude por parte de funcionários da secretaria.

Nagelstein confirmou ainda que a condição do terreno, cedido por tempo indeterminado para usufruto da organização, não constava no banco de dados usado pela secretaria para consultas. O secretario destaca que o alvará obtido pela empresa, mesmo que de forma irregular, não autorizava a demolição da sede da ONG, como foi feito há um mês.

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