A Secretaria Municipal da Indústria e Comércio (Smic) começa nesta segunda-feira o fechamento das seis lojas dos comerciantes inadimplentes do Camelódromo. Segundo o secretário Idenir Cecchim, não será montada nenhuma operação especial para este procedimento. Ele ressaltou ainda que a prefeitura não revisará a determinação de despejar aqueles que não mostraram intenção de negociar o pagamento dos aluguéis atrasados.
Conforme Idenir Cecchim, manter estas pessoas no Shopping do Porto seria um desrespeito para com os mais de 700 lojistas que pagam em dia o seu aluguel.
Durante quase toda a sexta-feira perdurou o impasse entre Smic e os lojistas inadimplentes. Conforme o representante do lojistas, Juliano Fripp, a era saldar a dívida referente ao mês de janeiro em 15 de março e a fevereiro no dia 22. "O restante dos atrasados vai ser pago em parcelas mensais de R$ 100 até a quitação, de acordo com o saldo devedor de cada lojista", explicou.
Fripp disse que há dificuldade para manter em dia os pagamentos, sobretudo porque as vendas caíram muito no verão. Ele estima que 90% dos cerca de 150 ocupantes do bloco B possuem alguma dívida.
O secretário municipal de gestão, Clovis Magalhães, disse que o acordo de apresentação de uma proposta na sexta-feira foi descumprido e município cumprirá a legislação, despejando os inadimplentes do Camelódromo.
Comerciantes da ala B do Camelódromo reiteraram, que, mesmo após mais de um ano instalados no local, as vendas continuam fracas. Segundo a lojista Carina Pereira, mesmo no sábado de manhã, o movimento é muito abaixo das expectativas. Ela confirma que, quando atuava na rua, vendia muito mais. "Na rua eu vendia cerca de R$ 500 por dia e no Camelódromo eu comemoro quando consigo vender R$ 30".
Outra reclamação dos lojistas é que a ala B não possui escadas de acesso direto. Na última quinta-feira, comerciantes inadimplentes da ala B do Camelódromo entraram em confronto contra fiscais da Smic e Brigada Militar.
Smic fechará lojas do Camelódromo a partir desta segunda
Prefeitura descarta novas negociações com comerciantes inadimplentes