A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) começou, nesta sexta-feira, o Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) em 78 bairros de Porto Alegre. A ideia é mapear a presença do mosquito da dengue, conforme determinação do Ministério da Saúde (MS). Essa é a segunda pesquisa realizada na Capital. As amostras serão colhidas em diversos pontos da cidade até a próxima sexta-feira.
A coordenadora do programa de combate à dengue da Secretaria Municipal de Saúde, Maria Mercedes, ressaltou que foram sorteados alguns quarteirões dentro dos bairros para a coleta das amostras. Assim, as visitas serão em pontos específicos dos bairros. Nos locais, os agentes vão buscar os pontos onde pode haver focos de larvas. O material recolhido será analisado para depois haver a definição dos índices de infestação do mosquito.
O levantamento realizado no início do ano apontou o índice médio na cidade de 2% de presença do mosquito. Em alguns bairros, o índice chegou a 5,2%. O resultado é considerado alto já que o MS definiu que o percentual adequado é inferior a 1%. “Em todo o país houve um aumento considerável da presença do mosquito, em especial pelas características climáticas desse verão, que foi chuvoso e quente. Por isso a importância em manter o monitoramento e as ações de prevenção ao longo do ano”, ressaltou ela.
A coordenadora lembrou que em 2010, devido ao surto da doença no Interior do Estado em fevereiro, houve um aumento no número de bloqueios na cidade. Essas ações são necessárias nas proximidades da casa de um paciente que desenvolveu a doença. “Com o surto de dengue, houve um risco maior no contágio devido à circulação do vírus. Mesmo assim, não foi registrado nenhum caso originário de Porto Alegre”, explicou Maria.
Com os resultados do LIRAa, o programa de combate à dengue definirá ações preventivas nas regiões com os índices maiores. Mesmo assim, para evitar a proliferação do mosquito é fundamental a participação do cidadão. Evitar os pontos de acúmulo de água é a principal medida para que os mosquitos não depositem as suas larvas.
Os pontos mais comuns em que a água fica parada são os potes de plantas, as caixa d’água abertas, pneus e ralos. “O indicado é uma verificação semanal na parte externa e interna da casa. Se isso for feito, com certeza ajudará muito a reduzir ou até eliminar a presença do mosquito em Porto Alegre. Os custos da prevenção são muito menores do que os prejuízos de um surto, que pode provocar a morte”, apontou a coordenadora.
As visitas às residências serão feitas pelo quase 70 agentes da coordenação de vigilância em saúde, devidamente identificados. Quem tiver dúvidas sobre o levantamento pode entrar em contato pelo telefone 156 para obter esclarecimentos. “Para facilitar o trabalho pedimos a compreensão da população que permita a coleta das amostras nos seus terrenos, até porque a visita é rápida e não é necessário entrar dentro das casas”, afirmou ela.
Ontem, foram realizadas visitas em residências nos bairros Sarandi, Rubem Berta, Lomba do Pinheiro, Restinga, Guarujá, Serraria, Hípica, Chapéu do Sol e Ponta Grossa.
SMS mapeia mosquito da dengue em Porto Alegre
Amostras serão colhidas em diversos pontos da cidade até a próxima sexta-feira