A mãe de Monique, Maria Nazaré da Silva, disse que a filha tinha saído de casa, atraída pelas drogas, e estava na rua desde o início do ano. Moradores da rua onde o corpo foi encontrado contaram que ouviram os disparos dos tiros, por volta das 4h. Os estampidos vinham de uma viela próxima à rua da Paz. Quando saíram para ver o que tinha acontecido, os moradores perceberam que homens arrastavam o cadáver da vítima pela Rua da Esperança, abandonando o corpo da garota próximo a um bueiro.
O corpo de Monique foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima, onde foi submetido a necropsia e liberado para o sepultamento. A polícia terá dificuldade para investigar o crime, já que no local impera a "lei do silêncio". Os policiais disseram que as pessoas não querem testemunhar com medo de represálias. A morte de Monique pode estar associada à dívida que a garota teria com traficantes que atuam na região. Por isso, ninguém quis fornecer maiores informações à polícia.
O assassinato da garota será investigado por policiais da Delegacia do 3º Distrito, mas deverá ser acompanhado também pelos delegados da Força Nacional de Segurança Pública, que estão em Alagoas desde o dia 5 de novembro.