Pelo menos seis pessoas morreram - quatro crianças, uma professora e um segurança - em consequência de incêndio criminoso, na manhã desta quinta-feira, em uma creche na cidade de Janaúba, no Norte de Minas Gerais. Segundo autoridades policiais e a prefeitura, o incêndio foi provocado por um segurança da Creche Municipal Educacional Infantil Gente Inocente, que fica no bairro Rio Novo. Além de matar cinco pessoas, ele ainda provocou queimaduras em 21 pessoas, entre crianças e adultos, que permaneciam internadas no Hospital Regional de Janaúba e no Hospital Fundajan.
O Corpo de Bombeiros informou que o incêndio começou às 9h40min. Oito viaturas e dois helicópteros foram utilizados para a remoção dos sobreviventes aos hospitais. Bombeiros que estavam de folga também atuaram na ocorrência, devido à gravidade do caso. De acordo com a Polícia Militar, o autor da tragédia, identificado como Damião Soares dos Santos, de 50 anos, ateou fogo no próprio corpo.
Assim como a professora, ele também morreu durante pela tarde. Em virtude da gravidade do caso, foi montado um Sistema de Comando em Operações (SCO) no local, estrutura adotada para controlar os trabalhos de resposta a situações críticas. A 11ª Região de Polícia Militar acionou o comando-geral da PM pedindo apoio de aeronaves. Vítimas graves serão transferidas para hospitais da região e também para Belo Horizonte.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso. Policiais civis estiveram na casa do acusado em busca de informações que pudessem ajudar a elucidar as causas do crime. Além de Santos, morreram Luiz David Ferreira, Ana Clara Ferreira, Ruan Miguel Santos Silva e Juan Pablo Cruz dos Santos, todos com quatro anos, e a professora Helley Abreu Batista. O prefeito Carlos Isaildon Mendes revelou que o vigia que provocou a tragédia trabalha na prefeitura desde 2008 e não tinha nenhum registro de ocorrência em seu currículo.
“Ele estava de férias e foi ao local para entregar um atestado médico. Porém, por causas ainda desconhecidas, cometeu o crime”, afirmou o prefeito. Conforme testemunhas, ele chegou à creche carregando uma mochila rosa. Ao tocar a campainha, funcionários teriam achado estranho a presença do vigia fora do horário de trabalho, mas ele teria dito que iria entregar um atestado médico à direção da unidade.
Ele levava na bolsa um líquido inflamável, possivelmente álcool ou gasolina, que usou para atear fogo no próprio corpo. Funcionários informaram ainda que ele abraçou crianças que também começaram a ter os corpos incendiados. A sala onde os alunos estavam tem grades na janela e teto de PVC, uma espécie de material plástico, também inflamável. Nas redes sociais, a população pede a doação de luvas, dipirona injetável, soro fisiológico, sulfadiazina de prata (pomada bactericida usada no tratamento de queimaduras), agulhas, seringas, cateter do tipo Jelco e pomadas.
Sobe para seis o número de vítimas em incêndio em creche de Minas Gerais
Chamas foram provocadas por um segurança que trabalhava no local